Tecnologia

Moedas digitais representam grandes oportunidades para o futuro

Quem acompanha o mercado financeiro já ouviu falar em moedas digitais, a mais famosa é o Bitcoin, porém existem outras com bastante relevância, a criptomoeda é virtual, ou seja, não é impressa, e nem é emitida por governos, sua movimentação se dá da mesma forma que se envia um e-mail. Fernando Ulrich, autor do livro Bitcoin: A moeda na era digital, faz uma analogia bem simples: “O que o e-mail fez com a informação, o Bitcoin fará com o dinheiro”.

“Com o Bitcoin você pode transferir fundos de A para B em qualquer parte do mundo sem jamais precisar confiar em um terceiro para essa simples tarefa”, explica Ulrich no livro.

As criptomoedas podem ser usadas com as mesmas finalidades do dinheiro físico. Suas três principais funções são servir como meio de troca, facilitando as transações comerciais; reserva de valor, para a preservação do poder de compra no futuro; e ainda como unidade de conta, quando os produtos são precificados e o cálculo econômico é realizado em função dela. Todas as transações realizadas com elas são protegidas por criptografia.

O CEO da maior gestora de ativos de terceiros do mundo, a BlackRock,  Larry Fink, disse nesta quarta-feira (13), para a CNBC, que moedas digitais, representam no momento oportunidades enormes, ele aposta que a longo prazo que o Bitcoin seja a vencedora.

Ele assume não ser especialista no assunto, mas diz estar fascinado com o interesse das pessoas em criptomoedas: “Eu tenho mais conversas com as pessoas nas ruas sobre cripto do que qualquer outra coisa. Mas se isso vai dar certo no longo prazo, vamos ver. Eu vejo uma oportunidade enorme em uma moeda relacionada a cripto e blockchain, acho que as coisas vão por esse caminho e que vamos ter grandes vencedores – e alguns grandes perdedores”.

Diante da inexistência de uma autoridade central que acompanhe essas transações, elas precisam ser registradas e validadas uma a uma por um grupo de pessoas, que usam seus computadores para gravá-las no chamado blockchain, que nada mais é que um enorme registro de transações. Segundo Ulrich, trata-se de um banco de dados público onde consta o histórico de todas as operações realizadas com cada unidade de Bitcoin, outras criptos usam a mesma tecnologia.

Na última segunda-feira (13), a empresa de pagamentos em Blockchain, Ripple, anunciou um fundo de investimento conjunto em ESG (sigla em inglês para boas práticas ambientais, sociais e de governança) com a Nelnet Renewable Energy no valor de US$ 44 milhões, o equivalente a R$ 243,88 milhões. O investimento, financiará projetos de energia solar nos Estados Unidos, em apoio à transição para um futuro energético mais limpo e estável.

A blockchain é um livro-razão compartilhado e imutável que facilita o processo de registro de transações e o rastreamento de ativos em uma rede empresarial. Um ativo pode ser tangível (uma casa, um carro, dinheiro, terras) ou intangível (propriedade intelectual, patentes, direitos autorais e criação de marcas). Praticamente qualquer item de valor pode ser rastreado e negociado em uma rede de blockchain, o que reduz os riscos e os custos para todos os envolvidos.

As pessoas que registram transações no blockchain, são chamadas de mineradoras, o que na verdade significa a criação de novas unidades de alguns tipos de moedas digitais.

O senador brasileiro tem estudado o Projeto de Lei, PL 4.495/2020 que pode autorizar cassinos que aceitam criptomoedas, o projeto é de autoria do senador Irajá (PSD-TO), se aprovado por autorizar a prática no país. O senado pretende acelerar a discussão. Embora o PL de Irajá não mencione o uso de criptomoedas dentro dos casinos que podem ser liberados no país, a proposta abre brecha para a inovação por meio dos pagamentos digitais e, portanto, para o uso de Bitcoin (BTC) e criptoativos seja como pagamento, seja de outras formas durante a operação do empreendimento.

De acordo com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), caso os líderes partidários aprovem o texto, o PL pode ser analisado com mais rapidez na casa já que o tema tem sido debatido como forma de ‘compensação’ à Reforma Tributária, que, entre outros diminuiria o imposto de renda.

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