Cotidiano

Marcelo Odebrecht tinha contato com políticos da base e da oposição, aponta relatório da PF

MARCELO ODEBRECHTO ex-presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, indiciado nesta segunda-feira (20) em inquérito da Operação Lava Jato, tinha contato com diversos políticos da base do governo e da oposição conforme aponta relatório da PF sobre os dados do celular do executivo.

Segundo informações da revista Veja, ele usava siglas para se referir aos políticos: GA (Geraldo Alckmin), MT (Michel Temer), GM (Guido Mantega), JS (o relatório, segundo Veja, usa uma tarja preta para ocultar o contato), FP (com tarja preta) e ECunha, em menção ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Ainda de acordo com Veja, há uma referência direta ao ex-presidente Lula, além de apelidos como Dida, que é atribuído a Aldemir Bendine, presidente da Petrobras, e Beto, que seria o secretário nacional de Justiça, Beto Ferreira Martins.

Segundo a revista, as 31 páginas do relatório limitam-se ao registro do material apreendido, que inclui anotações da agenda do empreiteiro: ele teria se reunido com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), em outubro de 2014, e com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), em 21 de novembro do ano passado, depois da operação Juízo Final, etapa da Lava Jato, que resultou na prisão de outros executivos de grandes empreiteiras. Uma tarja preta é usada para ocultar o detalhamento do encontro com o vice-presidente.

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