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Ludmilla diz que ataques racistas aumentaram com a fama: “Não aceitam mulher negra em destaque”

Fazer sucesso não aliviou em nada o racismo para Ludmilla. Ao contrário, a cantora diz que estar no centro das atenções, com uma carreira bem-sucedida, atraiu ainda mais haters e a quantidade de ataques violentos e preconceituosos no mundo virtual.

“Através da música, conquistei um espaço que é, ao mesmo tempo, maravilhoso e problemático. Muita gente não aceita que uma mulher negra e pobre chegue a um lugar de destaque”, declarou a artista à revista “Veja Rio”.

Por conta disso, ela conta que passou a tentar preservar mais sua vida pessoal nas redes sociais. “Aprendi a duras penas ser mais reservada, a não expor o cotidiano da minha família. Até uns anos atrás, eu mostrava minha vida toda ali. Agora, pensando na minha saúde mental, exponho o mínimo possível”, declarou.

Ludmilla defende mais controle na internet para identificar os responsáveis por seus crimes. “As redes se tornaram uma terra de ninguém, um prato cheio. Qualquer um pode comprar um chip de R$ 5, criar um perfil falso e sair destilando ódio. Na hora de criá-lo, deveria ser obrigatório, por exemplo, cadastrar o CPF. Muita gente deixa de cometer crimes porque sabe que pode ser preso. Já internet, quem ataca os outros tem certeza de que seguirá impune”, analisou.

A cantora afirmou ainda como se sente em relação às cobranças e diz que acaba tendo que ser “três vezes melhor que uma pessoa branca” para ter seu talento reconhecido. “É uma realidade bem triste, mas a minha arma é o microfone. Já vi gente que me xinga no Instagram, mas grava vídeo dançando minha música”, afirmou.

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