Cotidiano

Juíza nega segurança extra para jornalistas que cobrem atos com Bolsonaro

Foi negado, pela juíza Solange Salgado, da 1ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, o pedido de urgência feito por entidades da sociedade civil que obrigava o governo a ter reforço de segurança para jornalistas que fazem cobertura dos atos públicos do presidente Jair Bolsonaro. 

Segundo a juíza, não foram apresentadas provas que mostrassem que as medidas atuais não seriam suficientes para os profissionais. Na ação, movida pelo Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, a Federação Nacional dos Jornalistas, o Instituto Vladimir Herzog e as organizações Repórteres Sem Fronteiras, Intervozes e Artigo 19, é pedido que, caso haja agressão aos jornalistas, a guarda presidencial identifique o agressor e o conduza para a detenção, encaminhando, posteriormente, para a Polícia Militar. Além disso, foi pedido, também, que apoiadores fiquem, no mínimo, 10 metros de distância dos profissionais.

O processo se deu por conta de episódios agressivos sofridos pelos profissionais por parte de apoiadores do presidente e, em razão disso, alguns veículos de comunicação teriam suspendido temporariamente a cobertura no Palácio. Uma jornalista foi agredida com bandeira por militantes bolsonaristas enquanto fazia a cobertura.

O governo, em documento enviado à Justiça, afirmou que a segurança presidencial não tem papel algum em proteger jornalistas e que guarda tem função apenas de proteger o presidente. Além disso, o Gabinete de Segurança Institucional estaria adotando diversas medidas para evitar práticas de confronto entre visitantes e jornalistas.

Bnews

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