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Ísis Valverde fala das musas do axé: ‘Elas têm um jeito de segurar o microfone e dançar muito particular’

A atriz Ísis Valverde teve que enfrentar um teste de fogo para se livrar de sua personagem Suellen, a periguete de “Avenida Brasil” e já emendar com Sereia, a protagonista da microssérie da Rede Globo, “O Canto da Sereia”, em que ela viverá uma cantora de axé. Portanto, o sotaque é uma constante preocupação da jovem. Natural de Aiuruoca, no Sul de Minas Gerais, a atriz já interpretou cariocas e paulistas na televisão e teve de aprender a articular as diferentes pronúncias. Há pouco mais de dois meses, começou a se preparar para a microssérie, que estreia dia 8 de janeiro na Globo, e uma nova dificuldade com o sotaque surgiu. “Tive aulas de prosódia, mas por pouco tempo porque ainda estava fazendo Avenida Brasil”, conta.

Mesmo assim, isso não foi dificuldade para Ísis, que contou com a ajuda da terrinha de todos os santos para incorporar de uma vez por todas a sua nova personagem. “Eu me despedi da Suelen e a Sereia veio com força total quando cheguei na Bahia para gravar”, afirma. Além de estudar prosódia, Isis teve aulas de canto. José Luiz Villamarim, diretor-geral da microssérie, fez questão que a atriz cantasse nas cenas. A principal sequência – em que Sereia está em cima de um trio elétrico e é assassinada – foi feita sem dublagem em Salvador, na Bahia, na presença de mais de 800 figurantes. “Fiquei um pouco tímida no início, mas achei ótimo ter de soltar a voz. O José queria essa emoção do trio elétrico. Não seria a mesma coisa se não fosse para valer”, avalia. Para se preparar ainda mais e não deixar dúvida do seu talento, Isis conversou com a diva maior da Bahia, Ivete Sangalo e comentou sobre o jeito peculiar das musas do axé. “Observei alguns movimentos dela e de outras pessoas do ramo. Elas têm um jeito de segurar o microfone e dançar muito particular”, opina.

A produção terá apenas quatro capítulos, mas a curta duração é inversamente proporcional à exigência do papel principal. Na trama, Sereia é uma jovem que, em apenas dois anos, se transforma no grande ícone da música baiana. Órfã e solitária, a cantora possui poucos e intensos relacionamentos e tem um fim trágico: em pleno Carnaval da Bahia, leva um tiro no peito e morre.

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