Política

Investigação sobre empresa de filho de Lula é arquivada

Depois de sete anos sem avançar nas investigações, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal arquivaram o inquérito sobre possível tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do ex-presidente Lula. Em 2004, no segundo ano do governo do pai, Lulinha recebeu R$ 5 milhões da operadora de telefonia Telemar, atual Oi, uma concessionária pública. O dinheiro foi injetado na Gamecorp, uma empresa de jogos eletrônicos aberta no ano anterior com um capital de R$ 10 mil. O inquérito foi arquivado sem que ninguém tenha sido chamado a depor. À época, o Ministério Público abriu a investigação porque a Telemar, além de ser uma concessionária de serviços públicos, havia recebido financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). O caso Gamecorp foi o maior escândalo envolvendo a família Lula em oito anos de seu governo. Pouco tempo depois do repasse do dinheiro a Lulinha – que antes de ser sócio da empresa era estagiário de um zoológico -, o então presidente Lula assinou decreto que alterava a Lei Geral de Telecomunicações e permitia a fusão da Telemar com a Brasil Telecom. A fusão deu origem à Oi.

Estadão

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