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Invasão da PM em campus da Ufba completa 20 anos

Há exatos 20 anos, policiais militares invadiam o campus da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no Canela, para agredir estudantes que pediam a cassação do senador Antônio Carlos Magalhães (1927-2007). As tropas estaduais não podem atuar em área federal.

À época, o governo da Bahia era comandado por César Borges, do PFL (antigo DEM), aliado de ACM.

O que se viu ao longo daquele dia foram estudantes com roupa rasgadas, atingidos por bala de borracha e sangrando. De acordo com matéria do jornal A Tarde, publicada na edição  impressa do dia seguinte, cerca de cinco mil pessoas participaram do ato. Pelo menos 18 estudantes ficaram feridos.

“Ocupamos as ruas de Salvador para protestar contra a corrupção, o mandonismo e a fraude que sempre marcaram a política Carlista na Bahia. O autoritarismo reagiu com truculência, dando ordem para a PM invadir a UFBA e violentamente reprimir a manifestação”, escreveu no Twitter o presidente do PT na Bahia, Éden Valadares. 

“Escândalo”

Os manifestantes pediam a cassação de ACM no âmbito do “Escândalo do Painel do Senado”. 

Em junho de 2000, o ex-governador da Bahia, então presidente do Senado, conduziu sessão que culminou na cassação do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Após o ocorrido, ACM e Jáder Barbalho (PMDB) trocaram acusações sobre corrupção. 

A procuradores da República, ACM, que teve seu candidato derrotado por Jáder, insinuou que sabia em quem os senadores votaram na sessão que cassou o mandato de Luiz Estevão. A conversa, gravada por um procurador, resultou em investigação no Conselho de Ética da Casa.

Os manifestantes ainda pediam a cassação do então senador José Roberto de Arruda, líder do governo, que teria impresso a lista de votação. Jáder Barbalho também foi alvo dos manifestantes.

“Um passado sombrio voltou a Salvador em 16 de maio de 2001, quando estudantes da Ufba defendiam uma melhor educação. Vemos os ventos da ditadura voltarem a soprar nesse quase inverno brasileiro. Não vamos deixar! Não vamos esquecer!”, escreveu no Twitter a deputada estadual Olívia Santana (PCdoB), em publicação feita no ano passado. 

Clique aqui e assista ao documentário sobre a manifestação, intitulado “Choque”. Produção de Carlos Rocha. O atual presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), Ernesto Marques, participa do pós-produção.

Bnews

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