Cotidiano

Gigante do turismo é acusado de fechar negócio com Cuba para explorar mão de obra

O gigante dos cruzeiros MSC Malta Seafarers Company Limited foi acusado de explorar mão de obra em parceria com Cuba. Formalizada na terça-feira 25, a denúncia veio das ONGs Prisoners Defenders e Cadal.

Conforme documentos, a empresa de cruzeiros MSC Malta Seafarers Company Limited, gigante do setor privado, contrata profissionais por meio de um agente cubano, a companhia Selecmar. O objetivo seria o trabalho forçado.

Mais de mil profissionais que fizeram a denúncia revelaram que a Selecmar estava autorizada a tomar até 80% do salário-base dos cubanos (entre US$ 77 e US$ 95 dólares). Funcionários filipinos também teriam sofrido abusos.

modus operandi da MSC envolvia a retenção do passaporte dos trabalhadores, de modo a impedir fugas, segundo a denúncia — caso elas ocorressem, a MSC teria de pagar US$ 10 mil de multa para a ditadura cubana.

A denúncia de ontem faz coro com uma acusação penal envolvendo 110 depoimentos de pessoas em regime de trabalho escravo, apresentada para a Organização das Nações Unidos e para a Corte Penal Internacional, em 2019.

Mercado negro do turismo de Cuba

Segundo o relatório das ONGs, o regime comunista de Cuba obtém US$ 8,5 bilhões por ano enviando marinheiros, engenheiros, médicos, músicos, artistas, entre outros profissionais para “missões no exterior”.

Mais de 40 mil cubanos já deixaram essa vida. Eles, contudo, ficam proibidos de voltar para a ilha por oito anos. A norma faz com que entre 5 mil e 10 mil pais não possam ver seus filhos.

Missões como essa se assemelham ao programa Mais Médicos. Em 2019, um grupo de médicos cubanos denunciou, na Assembleia Geral da ONU, a “escravidão” durante as missões internacionais do governo.

Os médicos disseram que tinham de entregar quase todo o salário a Cuba. Além da denúncia, os profissionais apresentaram um processo em uma Corte de Miami contra a Organização Panamericana de Saúde (Opas).

Quando atuaram no Brasil, os médicos disseram que, a cada dólar que o Brasil pagava pelos serviços, a Opas enviava 85% a Cuba, entre 5% e 10% aos médicos e ficava com os 5% restantes.

Revista Oeste

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