Cidades

Geddel é preso novamente pela Polícia Federal

Apartamento supostamente alugado pelo ex-ministro guardava R$ 51 milhões.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi preso mais uma vez pela Polícia Federal em Salvador, ele deixou o apartamento onde mora, em Salvador, no bairro da Graça, acompanhado de agentes federais, que chegaram ao apartamento dele por volta de 5h40min desta sexta-feira (08).

O porteiro do prédio e mais outra pessoa foram levados para prestar depoimento como testemunha.

O pedido de prisão preventiva foi determinado pela 10ª Vara Federal de Brasília.

Geddel é preso após a descoberta de R$ 51 milhões em um apartamento que supostamente foi alugado por ele. A alegação é que o local foi alugado para guardar documentos do pai do ex-ministro. Após investigação foram encontradas digitais do cacique do PMDB no apartamento, comprovando que ele esteve no imóvel.

Geddel estava em prisão domiciliar sem tornozeleira eletrônica, devido a  Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (Seap) não dispor de tornozeleiras.

Geddel Quadros Vieira Lima (Salvador, 18 de março de 1959) é um administrador de empresas, pecuarista, cacauicultor e político brasileiro, filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Ex-deputado federal eleito cinco vezes consecutivas pelo PMDB da Bahia, foi ministro da Integração Nacional do governo Lula, vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa Econômica Federal, no governo Dilma e ministro de Governo no Palácio do Planalto sob a gestão Michel Temer, tendo sido demitido aos seis meses no governo, após virem a público denúncias de corrupção feitas por outro ministro de Temer, Marcelo Calero. Foi preso preventivamente no dia 3 de julho de 2017, na Operação Greenfield. É irmão do deputado federal Lúcio Vieira Lima.

Anões do orçamento

Geddel é citado no escândalo envolvendo os chamados “Anões do orçamento”, descoberto em 1993, em que parlamentares manipulavam emendas orçamentárias com a criação de entidades sociais fantasmas ou participação de empreiteiras no desvio de verbas. O esquema era comandado pelo deputado baiano José Alves, que ficou conhecido por referir ter ganhado 56 vezes na loteria apenas em 1993. Geddel era apoiado político de João Alves e cuidou da liberação de várias emendas para ele. Foi acusado também de ter recebido verba de empreiteiras.

Na época foi também citada a suposta participação de seu pai, Afrísio Vieira Lima, através de uma gravação em que há indícios de seu envolvimento, o que não ficou comprovado. Geddel foi à defesa de seu pai e acusou João Alves, líder do esquema, de tramar contra ele.

Em 2002, foi chamado pelo ex-presidente Itamar Franco, então governador de Minas que disputaria as prévias do partido à Presidência, de “percevejo de gabinete”.

Em 2001, o então presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães divulgou um vídeo intitulado “Geddel vai às compras”, sobre o suposto enriquecimento ilícito de Geddel e sua família e compra de votos.

Grampos de Otto Alencar

Em 2002 foi vítima, junto com outros parlamentares, do Escândalo dos Grampos, no qual várias personalidades tiveram seus celulares grampeados ilegalmente em uma operação comandada pelo governador interino à época, Otto Alencar. Em 2011, Geddel denunciou à Polícia Federal que novamente seria vítima de grampo comandando pelo então Vice-governador Otto Alencar.

Ministro da Integração Nacional

Apesar de ter sido crítico ferrenho do primeiro governo Lula, em 2007 Geddel foi convidado para comandar o Ministério da Integração Nacional durante o 2º mandato. Geddel tomou posse no dia 16 de março e ocupou a função durante três anos, até 30 de março de 2010, quando se desincompatibilizou para disputar eleições a governador da Bahia.

Como ministro, Geddel viabilizou obras de infraestrutura paradas há anos, como os projetos de irrigação Baixio de Irecê e Salitre, em Juazeiro, ambas na Bahia.

Geddel esteve à frente do ministério também em questões relativas ao Programa Produzir, iniciativa de desenvolvimento sustentável que organiza comunidades interioranas para estimular sua capacidade empreendedora e contribuir com o aumento de renda através da produção e venda de produtos artesanais. No mesmo período, foram construídas 4 mil cisternas para armazenamento de água no interior do Nordeste, além de várias barragens, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Sul do país. Na Bahia, houve também a concessão de incentivos fiscais a 304 empresas que se instalaram no interior do estado.

Foi o principal responsável pela reeleição de João Henrique Carneiro à prefeitura de Salvador, em 2008.

Denúncia de favorecimento

De acordo com uma reportagem do jornal O Globo, uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), afirmou que durante a gestão de Geddel Vieira Lima a frente do Ministro da Integração Social, o Estado da Bahia foi favorecido em relação à liberação de verbas destinadas a ações de prevenção a catástrofes. Entre 2004 e 2009, a Bahia recebeu R$133,2 milhões, equivalente a 37,25 por cento do total de recursos liberados no período para ações de prevenção a desastres.[[18] Neste período, conseguiu liberar quase R$ 255 milhões para obras em 137 cidades da Bahia, principalmente na área de saneamento e abastecimento de água. Mídia Bahia com trecho do wikipedia.

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