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‘Foi aquilo que já sabíamos. Agora vou descansar’, diz Ana de Hollanda

Instável no cargo desde a nomeação, em janeiro do ano passado, Ana de Hollanda, irmã do cantor e compositor Chico Buarque, deixou seu gabinete às 14h45 desta terça-feira (11) para um encontro dali a 15 minutos com a presidente Dilma Rousseff, em que já sabia que seria demitida. Ela suspeitava da demissão desde a noite anterior, sem que tivesse sido comunicada de nada por Dilma ou pelos seus assessores. Sabia até quem seria sua substituta, a senadora Marta Suplicy, do PT. Com o celular desligado, Ana foi sozinha ao Palácio do Planalto, em silêncio, concentrada na leitura. Esperou a presidente Dilma por 10 minutos, ouviu-a por mais 20, despediu-se e tomou, pela última vez em missão, o Mégane Renault preto, de placa verde e amarela, carro oficial que a partir desta quinta-feira (12) servirá à sua substituta. A chapa será a mesma e não haverá nem necessidade de troca de gênero: “ministra da Cultura”. Na volta, no percurso de pouco mais de cinco minutos entre o Palácio do Planalto e seu ministério, e agora com o telefone ligado, Ana atendeu a algumas chamadas telefônicas. Muito abatida, tentava tranquilizar quem estava do outro lado da linha. “Está tudo bem, foi aquilo mesmo que já sabíamos desde ontem. Agora vou descansar”, disse Ana. Informçaões do Estadão.

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