Política

Florence ameniza discurso e não descarta que PT vote em Rodrigo Maia

O líder da minoria no Congresso Nacional, deputado federal Afonso Florence (PT-BA), não descartou a possibilidade de a sigla votar no candidato à reeleição Rodrigo Maia (DEM-RJ) nas eleições para presidência da Casa, marcadas para o próximo dia 2 de fevereiro.

Em entrevista, o petista afirmou que a opção da bancada não é pelo democrata, mas pode vir a ser, caso o cenário volátil – Rogério Rosso (PSD) retirou candidatura e, de acordo com Florence, circulam boatos de que o oposicionista André Figueiredo (PDT-CE) também poderia declinar de participar da disputa – leve Maia a ser o único candidato a se viabilizar para o pleito. “O nosso objetivo não é Rodrigo, mas estamos monitorando o cenário para decidir.

Não votaríamos em Maia por um lugar na Mesa Diretora, já que o regimento diz que a ocupação de cargos é pela proporcionalidade e o PT possui a segunda maior bancada da Câmara. Mas, caso Figueiredo e Jovair desistam, sobra apenas Maia e podemos decidir, em bloco, votar nele. Mas esta é uma decisão que vamos tomar em bancada”, ponderou o ex-líder petista na Casa. A conjuntura conturbada parece ter levado o parlamentar a amenizar o discurso que vinha sustentando recentemente, de que a tendência no partido era de apoio ao nome de Figueiredo.

Quando questionado se essa possibilidade ainda se mantinha, Florence respondeu que o partido “analisaria o cenário” e deve bater o martelo nos próximos dez dias, em uma postura que demonstra cautela e possível arrefecimento da tendência interna de marchar junto ao pedetista. O PT não conseguiu definir na reunião de terça (17) quem apoiaria e só voltará a discutir o tema em um encontro da executiva nacional na próxima sexta (20), com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sobre as informações que circulam na imprensa de que Lula recomendaria a bancada a votar livremente, sem fechar questão em torno de uma candidatura, Florence rechaçou algo que tratou como conjecturas da imprensa. “Isso é uma hipótese que foi veiculada como tendência. Acho que é um pouco prematuro dizer o que o presidente vai dizer nessa reunião [de sexta]. A mim, ele não disse isso. Ainda não existe essa realidade. Ele não conversou com a bancada ainda, não se manifestou”, negou.

Bruno Luiz/BN

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