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Fim de greve: Servidores técnicos administrativos da UFRB retomam suas atividades

Os servidores técnicos dos centros de ensino da UFRB – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – aceitaram a proposta feita pelo Governo e retomaram as suas atividades na última segunda-feira (27). Gustavo Carvalho, servidor técnico e membro do comando de greve da universidade, relatou em entrevista ao repórter Reginaldo Silva, Rádio Andaiá FM, que no último dia 24 de agosto eles tiveram um documento assinado pelos representantes do Governo que finalizou os dois meses e meio de greve dos servidores técnicos administrativos da UFRB.

“Devemos deixar claro que são duas classes em greve, os servidores e os professores. Os professores ainda permanecem em greve e os servidores retornaram as suas atividades”, destacou o servidor. A proposta feita pelo governo e aceita pelos servidores foi o pagamento de quase 16% divididos para março de 2013, 2014 e 2015.

Todos os serviços técnicos administrativos voltaram a funcionar. Porém Gustavo Carvalho deixou claro que alguns serviços como aproveitamento de matrícula, transferência, trancamento de curso e disciplina, que necessitam da presença do docente,  dependem do calendário acadêmico. “Essas coisas envolvem o calendário acadêmico. Evidente que existem algumas que não dependem do professor e que por isso já estão funcionando”, disse.

O servidor Luis Gustavo Encarnação, também entrevistado no momento, salientou que não só a questão salarial estava sendo reivindicada pela categoria, mas também as questões que envolvem plano de carreira dos servidores. “Os técnicos administrativos das universidades possuem uma carreira diferenciada das demais carreiras dos serviços públicos, pois ela busca valorizar o servidor público ligado a educação em diversos aspectos” explicou Luis Gustavo.

Uma das questões que culminou a busca dos servidores técnicos por melhores condições de trabalho, foi a mudança do regime de trabalho. Segundo Luis Gustavo, por entender que a UFRB nasceu com uma proposta diferenciada e por ser uma universidade ligada ao social, necessita que todos os setores funcionem nos três turnos, manhã, tarde e noite com o mesmo desempenho. “Devemos ter o atendimento ao público interno e externo com qualidade nos três turnos e essa é uma discussão que realizamos com o Governo Federal há algum tempo. Essa última greve proporcionou um avanço nas discussões com a reitoria e em breve estaremos trazendo mais informações”, concluiu Luis Gustavo.

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