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Feira de Santana: Sem resultado de DNA, família espera há 8 meses para enterrar idoso

Uma família de Feira de Santana espera há quase oito meses para enterrar um idoso de 78 anos. O corpo do homem foi encontrado em estado de decomposição no dia 24 de março e precisou ser submetido a um exame de DNA. Entretanto, até esta sexta-feira (20), o resultado do teste ainda não havia sido liberado. As informações são do portal G1.

Agnaldo Ferreira, que tinha que tinha Alzheimer, saiu da casa onde morava, em janeiro, para passar um tempo com um dos filhos, em Araci. No dia 16 de março, ele desapareceu. Oito dias depois, o corpo dele foi achado em estado de decomposição.

O corpo foi reconhecido pelos filhos, mas, mesmo assim, o corpo do homem não foi liberado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Serrinha, cidade próxima de Feira de Santana.

“Segundo o DPT de Serrinha, não podia liberar porque estava em estado avançado de decomposição. Coletaram o material para DNA de um dos meus irmãos e levou para Salvador. Até hoje, a gente não tem posição nenhuma”, disse Juliane Ferreira, filha de Agnaldo.

Sem o resultado, os filhos não sabem o que aconteceu com o pai e a causa da morte do homem. “A gente não sabe de nada. Sabe que ele sumiu e desapareceu. A gente sabe que ele é nosso pai pelas roupas que estava no local. Meus irmãos reconheceram ele. A gente sabe que é nosso pai. Mas a gente precisa de uma resposta dele para enterrar”, contou Gilmara Ferreira. 

Juliane contou que espera por respostas e que dói querer enterrar um parente e não consegui por causa da demora do poder público. “Isso dói você querer enterrar seu pai e o Estado não ter uma posição para dar. A gente não pode ficar nessa situação”, disse.

Segundo o DPT, ainda não há prazo para o resultado do exame, que pode levar até três anos para ficar pronto.

Bahianoticias

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