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Família relata que gestante teve parto violento em hospital de Laje: ” resolveram subir em cima da barriga dela para fazer o parto”

A família denuncia que Claudeci Brito Leandro, de 40 anos, foi submetida a um parto violento no hospital de Laje, o que, segundo eles, culminou na morte da criança.

De acordo informações da irma de Claudeci, a gestante chegou a Maternidade do município por volta das 1h30 da madrugada de segunda-feira (31), em trabalho de parto, foi informada por um médico que faltava apenas 4 cm para o bebê nascer, mas depois da troca de plantão, informaram que o equipamento de ver a criança estava com defeito e, em seguida, que o bebê  já estava morto.

Diante da situação, segundo a família, os médicos disseram que tentaram uma regulação para o Hospital e Maternidade Luiz Argolo, mas demorou de ser liberada, por isso, decidiram fazer o parto normal lá mesmo. “Juntou a médica e a enfermeira para fazer força na barriga de minha irmã. Resolveram subir em cima da barriga dela para fazer o parto, o neném saiu só a cabeça e os ombros, e ficou preso entre as pernas da mãe. Minha irmã está toda roxa, cortaram muito minha irmã para o bebê sair, mas ele não saiu”, detalhou a irmã de Claudeci, em contato com o Blog do Valente.

Como o bebê não saiu, segundo a família, o hospital de Laje decidiu levar a gestante para Santo Antônio de Jesus. “Quando chegou em Santo Antônio era mais de 9h da manhã, toda lavada de sangue, com o soro colocado errado, com as pernas abertas, pior que animal. Nunca vi nada igual”, lamentou, relatando ainda que o médico do Luiz Argolo, ao ver a situação, ficou indignado, e disse que iria salvar a mãe, porque não tinha mais nada a ser feito pelo bebê.

Ainda segundo a irmã da gestante, ao foi arrumar o bebê para colocar no caixão. O pescoço da criança estava deslocado e a pele toda ferida.

A família afirmou ainda que está tentando pegar o prontuário da paciente no Hospital de Laje, mas ainda não conseguiu, pois a instituição alega que ainda não foi assinado. “O aguardo é até terça-feira, se não entregarem, vamos entrar pela justiça”, explicou.

Lamentando o ocorrido, a família disse estar ciente que uma criança pode morrer no parto, mas que o hospital de Laje desse a oportunidade da gestante fazer uma cesariana no Luiz Argolo. “Não fazer ela colocar para fora, pois nem um animal se faz colocar para fora sem ter passagem”, concluiu.

Nota do hospital

Paciente, 41 anos, diabética gestacional, hipertensão, evoluindo para parto de alto risco. Seguimos os protocolos do Ministério da Saúde colocando-a em tela de regulação. Houve demora do Estado em fornecer a vaga, a equipe médica e de enfermagem adotou a conduta de tripular a ambulância para salvar a vida da mãe, já que a médica plantonista não auscultava mais o bebê. Demos assistência e fizemos o que a Portaria preconiza. Nos colocamos à disposição para mais esclarecimentos e nos solidarizamos pela perda irreparável dessa família.

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