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Excesso de repelentes pode causar problemas de saúde

Em tempos de surto de dengue, passar o repelente é a principal recomendação para se proteger contra o Aedes aegypti, pois o mosquito pode transmitir além da dengue, o zika vírus e a febre Chikungunya. Mas o uso em excesso dos repelentes pode causar vários problemas, alguns com uma gravidade impensável.

Anthony Wong, médico toxicologista, enumera algumas consequências geradas por meio do uso em excesso de repelente, desde a alergia até problemas mais graves como convulsões, arritmias e o coma.

Foto: https://pixnio.com/pt/pessoas/mae-aplicando-mosquito-repelente-crianca-pele-evitar-mosquitos-mordendo

Wong, que é diretor do Centro de Assistência Tecnológica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, comenta que os casos mais graves são raros, mas que já aconteceram. O mais comum dos efeitos do uso excessivo a aparecer é a alergia ou irritação da pele.

(DEET), substância que compõe a maioria dos repelentes disponíveis no mercado. Em relação aos casos graves, as crianças são as maiores vítimas.

Os inseticidas, assim como o repelente pessoal, também podem causar reações como dores de cabeça, espirros e alergia. Muitos sintomas chegam a ser mais incômodos que a própria picada dos mosquitos.

Uso adequado dos repelentes

Existem 3 tipos de repelentes disponíveis no mercado brasileiro: os que contém icaridina, DEET ou IR 3535. O mais comum é o repelente com o DEET (dietiltoluamida), que possui efeito por até 8h, ou os com icaridina que possui efeito até 10h.

Anthony Wong alerta que aplicar esses repelentes 3 vezes ao dia já é ideal para oferecer proteção necessária. O abuso ocorre pelo desespero, principalmente de alguns pais, com o temor do aumento de casos, acabam por aplicar em excesso para prevenir a dengue, zika vírus e Chikungunya.

resultando em uso em excesso ou aplicação do produto nas crianças que ainda não tem idade suficiente para aquele tipo de repelente. Aplicando três vezes por dia, ao máximo, além de estar suficientemente protegido, diminui o risco de reação alérgica na pele.

Os repelentes, para estarem no mercado, dependem da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As complicações como ardência na pele e alergias dependem de pessoa para pessoa. O aconselhável é sempre seguir as instruções de uso presentes no rótulo do produto, além de evitar o uso prolongado.

O produto deve ser aplicado em áreas expostas, como braços, pernas, costas, ombros e rosto, este evitando contato com olhos, boca e nariz. Deve-se tomar cuidado também com a quantidade aplicada, pois parte do repelente poderá ser absorvido pela pele.

Repelentes com ingredientes naturais

As complicações são causadas pelo abuso de produtos que contém a dietiltoluamida

Foto: https://pxhere.com/pt/photo/1374738

Embora muito pensem que o repelente com ingredientes naturais é a solução deste problema, os produtos à base de citronela ou outras plantas não são inofensivos, e não apresentam efeito melhor do que os repelentes do mercado.

Estes também podem causar reações alérgicas ou até reações “fitofotodermatite”, a mesma causada por frutas cítricas como o limão. Os repelentes à base de citronela são muito voláteis, tendo tempo de ação mais curto, mesmo assim não sendo seguros para serem aplicados mais de três vezes ao dia.

Por mais que contenham ingredientes naturais, como eucalipto, óleo de citronela ou andiroba, estes repelentes não têm a eficácia e segurança comprovada, sendo contraindicado o seu uso em crianças.

Portanto, mesmo em lugares de epidemia de dengue, recomenda-se usar com atenção os repelentes, seguindo as instruções de uso no rótulo de cada produto.

Fontes: G1 e Saúde Abril.

Por: Andreia Silveira, do site PlanodeSaude.net

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