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Entidade tenta barrar projeto de ‘cura gay’; Feliciano teria se aproveitado das manifestações

BANDEIRA GAY 2A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), através de seu presidente, Rafaelly Wiest, declarou nesta quarta-feira (19) que a aprovação do projeto denominado de “cura gay vai de encontro às decisões de organismos internacionais que há décadas são contra a classificação da homossexualidade como doença. A aprovação simbólica do polêmico projeto pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, que ainda tem na presidência o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) ocorreu nesta terça-feira (18). A matéria deve ir agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça. “Em 1990, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou a retirada da homossexualidade da classificação de doenças adotada pela Organização Mundial da Saúde. O que justifica o retrocesso depois de mais de 20 anos?”, pergunta Rafaelly Wiest, diretor e integrante do Movimento Dignidade. De acordo com a ABGLT, o projeto propõe a suspensão da validade de dois artigos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia, em vigor desde 1999. Nos dois pontos, é proibida a participação de psicólogos em terapias que visem alterar a orientação sexual bem como tratar a homossexualidade como doença. Wiest acredita que Feliciano aproveitou o momento em que as atenções da opinião estão voltadas para os protestos que reivindicam passe livre e melhorias em mobilidade urbana no país. “Ele aproveitou que a mídia toda está voltada para isso, que o foco não estava voltado para ele”, disse, Rafaelly Wiest. Informações do Terra.

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