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Em discurso, Dilma pede tranquilidade e declara: "Impeachment não é golpe"

DILMA - METRODurante a inauguração da estação do metrô em Pirajá, na manhã desta terça-feira (22), a presidente Dilma Rousseff (PT) falou sobre a atual situação política e econômica do país, além de comentar o pedido de impeachment contra ela. Diante de uma multidão dividida entre o apoio e a desaprovação, a presidente afirmou que é “importante ter consciência do momento difícil”. “Vamos fazer mudanças necessárias para o país voltar a crescer, e, ao mesmo tempo, investir todo o dinheiro que temos na garantia de melhores condições”, afirmou.

Sobre o processo de impeachment, autorizado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Dilma disse acreditar na democracia e ressaltou que não existe nada errado com ela. “Impeachment não é golpe porque está previsto na constituição.

Mas, o impeachment que querem fazer contra mim, não tem fundamento. Meu passado não me condena”, disparou. “Nós temos que garantir que o Brasil volte a crescer. Nós não vivemos num regime parlamentar. No presidencialismo uma pessoa ganha a eleição e eu tive 54 milhões de votos. Não gostar do presidente, querer encurtar o tempo para ser o presidente, perder eleições sistematicamente não são alegações previstas na constituição”, disse.

Dilma pediu tranquilidade e finalizou o discurso afirmando que interesses pessoais e políticos não devem superar interesses da país. “Precisamos de tranquilidade. É preciso que todos nós olhemos acima dos nossos interesses partidários e eleitorais, e coloque os interesses do Brasil acima de todos os interesses pessoais e político. Temos que fazer um grande esforço, para que o que nós queremos individualmente não afete o que o Brasil precisa como nação e como país”, completou.

Metro1

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