COVID-19Saúde

Dois novos estudos indicam ausência de efeitos da Cloroquina

Revisão de estudos daJAMA e New England Journal of Medicine será divulgada amanhã 16/05.

Desde o início da pandemia vários estudos foram publicados, avaliando os efeitos da cloroquina/hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com COVID-19. O primeiro deles, realizado por um grupo francês e publicado em 17/03, teve desfecho positivo, mas foi considerado de baixa qualidade devido ser metodologicamente ruim (esta revisão sairá amanhã, sábado, 16/05). Mesmo assim, os estudos geraram uma corrida pelo uso da droga de forma indiscriminada. Mas também provocaram o desenvolvimento de outras diversas pesquisas. 

O Brasil possui um time de pesquisadores que faz parte de um grupo de colaboração que mantém atualizada as melhores e mais atuais evidências sobre o tema COVID-19. Na última atualização, em 25/04, cinco estudos clínicos foram incluídos e a conclusão da revisão sistemática foi de que a evidência fornecida por esses estudos era de baixa qualidade e, portanto, os efeitos deste medicamento eram altamente INCERTOS.

Após 25/04, dois estudos observacionais com milhares (+1000) de pacientes foram publicados em revistas de grande relevância (JAMA e New England Journal of Medicine). Apesar de não serem estudos experimentais, ambos mostraram ausência de efeito da hidroxicloroquina. Deste modo, a evidência acumulada do momento ainda é de baixa qualidade e aponta para um não efeito da droga.

Segundo o coordenador do curso de Medicina do Centro Universitário São Camillo e integrante do grupo de pesquisadores Raphael Einsfeld, “as decisões clínicas devem ser pautadas na Medicina baseada em evidência”. O coordenador enfatiza que até agora não há qualquer argumento que indique a utilização da Cloroquina.

Prof Dr Raphael Einsfeld – Coordenador do curso de Medicina do Centro Universitário São Camilo e Pesquisador integrante do Centro Médico de Pesquisa do Centro Universitário São Camilo. Mestre em Economia pela Fundação Getúlio Vargas e Doutor em Medicina pela UNIFESP.

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