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Deputada organiza manifestação para apressar julgamento da New Hit: ‘Eles não são seres normais’

A presidente da Comissão de Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa da Bahia, Luiza Maia (PT), repudiou a divulgação de uma nova música do grupo de pagode New Hit no YouTube. Nove membros da banda são acusados pelo Ministério Público de ter estuprado duas adolescentes na cidade de Ruy Barbosa, na Chapada Diamantina, em 26 de agosto. Os laudos periciais indicaram volume de sêmen “superior a três ou quatro pessoas” nas garotas. Eles aguardam julgamento em liberdade, quando também responderão por formação de quadrilha. Na letra da nova canção, o vocalista Dudu se diz “acusado pelo delegado e injustiçado”. “Estamos debatendo a campanha ‘16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher’ e faremos um ato no dia 29 em que o principal mote será o pedido de punição para a banda”, afirmou a parlamentar. Luiza Maia classificou o ato dos pagodeiros de “brutalidade” e “estupidez”. “Eles tinham que cantar é para a família dessas meninas, que estão fora do estado, ameaçadas, em programa de proteção de testemunhas, cheias de traumas e eles estão querendo voltar a cantar”, protestou. A deputada diz que diversos grupos feministas organizam manifestações para apressar o julgamento da New Hit. “Eles precisam ser punidos para ter consciência do que fizeram. Cantam músicas que desmoralizam as mulheres, depois batem, esculhambam, agridem, estupram e acham que são seres humanos normais? Eles não são seres normais”, indignou-se.

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