CotidianoCOVID-19

COVID – 19 provou que a saúde humana está diretamente relacionada ao respeito á natureza

As dificuldades e obstáculos parecem assustar as pessoas. Este é um período de incertezas provocado pelo COVID-19. Os seres humanos estão tentando descobrir o que se pode fazer para aprender com esta situação e, que medidas podem ser adotadas para se protegerem e proteger o planeta, nos anos que virão.

“É muito importante acelerar o processo de conscientização em prol do meio ambiente para justificar esse período de quarentena, considerando o significado da medida para a qualidade da vida. Procedimentos bem definidos podem agregar força e motivação para fortalecer os aspectos sociais e superar esta crise”, salienta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News & Negócios (www.revistaecotour.news).

Segundo Pablo García Borboroglu, doutor em ciências biológicas e presidente da Global Penguin Society, – “o impacto desta pandemia têm muito a ver com a forma insustentável com que temos manejado os recursos naturais. O ser humano tem incrementado a possibilidade de transmissões de vírus não conhecidos entre as espécies reservatórios de vírus e a espécie humana, e incrementar as emissões atmosféricas como resultado do desenvolvimento econômico, fazendo com que as pessoas que moram nas urbes sejam mais vulneráveis. Estamos diante de uma grande oportunidade para perceber que o mais importante é a vida mesmo e, que isso é o que tem que levar-nos a ser melhores pessoas, porque a saúde humana e a saúde dos ecossistemas são incindíveis, e veremos se somos capazes de ser melhores vizinhos neste planeta, para poder melhorar a qualidade de vida, não só dos animais, mas também das pessoas.”.

Para 71% da população do Brasil, as alterações climáticas no mundo, no longo prazo, são uma crise tão séria quanto à pandemia de Covid-19. Esse é o principal resultado da pesquisa “Earth Day 2020”, realizada pela Ipsos, por meio da plataforma Global Advisor, com 14 nações para o Dia da Terra, celebrado em 22 de abril. O índice dos entrevistados brasileiros reflete perfeitamente a percepção global, também de 71%.

“A China, um dos países mais impactados pelo surto de coronavírus, está no topo do ranking entre os que mais acreditam que as mudanças no clima representam um problema de mesma gravidade da pandemia, com 87% de concordância com a premissa. Em segundo lugar, vem o México, com 84%. Logo atrás, está à Índia (81%)”, destaca Vininha F. Carvalho.

Em contrapartida, Canadá (64%), Austrália (59%) e Estados Unidos (59%) são as nações que menos concordam que as alterações climáticas sejam uma crise tão séria quanto à pandemia.

O levantamento também apontou que 65% dos entrevistados no mundo acreditam que os governos de seus países devem priorizar ações de combate às mudanças climáticas durante a recuperação econômica após a Covid-19. Considerando apenas os brasileiros, são 66%.

Índia (81%), México (80%) e China (80%), novamente, são as nações que mais concordam com a afirmativa. Por outro lado, os participantes australianos, alemães e americanos, com 57% de concordância cada um, mostraram um menor grau de interesse nas iniciativas futuras de seus governos em respeito às alterações climáticas.

“Felizmente, as crianças e adolescentes já são guardiões do ambiente. As novas gerações possuem o tema ambiental em seu DNA. E não somente os jovens que se dedicam a trabalhos ambientais, mas também os que trabalham na economia, engenharia e outras disciplinas. Todos eles estão pensando constantemente sobre como conduzir suas vidas minimizando o seu impacto no planeta”, enfatiza Pablo Borboroglu.

“A situação mundial da Covid-19 enclausurou as pessoas em suas casas, fazendo com que todos se adaptassem a uma nova rotina e repensassem as formas de consumir produtos, serviços e os recursos naturais. Chegou a hora de mudar a maneira como enxergar as outras espécies, cuidar e viver neste planeta”, conclui Vininha F. Carvalho.

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