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Convocados pela ditadura cubana, militantes vão às ruas para defender a ‘revolução’

Acuada diante das grandes manifestações que tomaram as ruas de Cuba na semana passada, a ditadura hoje comandada por Miguel Díaz-Canel, chefe do Partido Comunista, convocou os militantes para darem uma resposta em defesa da “revolução”. Cumprindo ordens dos detentores do poder, os comunistas se manifestaram neste fim de semana em apoio ao regime.

Os maiores atos foram registrados em Havana e tiveram como mote o repúdio ao embargo comercial imposto pelos Estados Unidos e ataques ao “imperalismo ianque” — que, segundo os dirigentes do Partido Comunista, está por trás das manifestações por democracia.

O protesto “oficial” contou com várias bandeiras e cartazes com a imagem do ditador Fidel Castro (1926-2016). Seu irmão, Raúl, de 90 anos, que comandou o país entre 2008 e 2018, compareceu aos atos com seu tradicional uniforme militar.

“O inimigo de Cuba se lançou mais uma vez para destruir a sagrada unidade e tranquilidade dos cidadãos. Convocamos vocês para denunciar mais uma vez o embargo, a agressão e o terror”, afirmou Díaz-Canel, que acompanhou de perto as manifestações da militância. “Nenhuma mentira foi levantada por acaso ou por engano. Tudo é friamente calculado em um manual de guerra não convencional”, prosseguiu o ditador, referindo-se ao que chamou de “ódio transbordante” contra Cuba nas redes sociais.

Embora a ditadura cubana não divulgue os números, a estimativa de organizações de defesa dos direitos humanos apontam que pelo menos 450 pessoas foram presas nos protestos da semana passada contra o regime. Segundo a ditadura, os detidos foram flagrados incentivando “distúrbios contra a pátria” e praticando “atos de vandalismo e terrorismo”.

Revista Oeste

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