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Comandante da Marinha nega desfile militar como ‘demonstração de poder’ de Bolsonaro

Comandante da Marinha, o Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos afirmou que a votação da PEC do voto impresso ter acontecido no mesmo dia do desfile de veículos militares na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na manhã desta terça-feira (10), foi uma coincidência. O comandante também negou que o ato tenha sido uma “demonstração de poder” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). 
 
“Foi uma coincidência de datas que nós não tínhamos como prever. Na verdade, o Congresso marcou na data em que a gente já tinha programado uma votação para hoje. Então talvez isso que tenha criado um pouco de ruído, né? Porque, no final das contas, as Forças Armadas são extremamente cumpridoras da Lei e da Ordem e não há nenhum motivo para…”, afirmou o comandante. 

Almir Garnier destacou que os militares levaram os blindados, anfíbios, veículos de artilharia e lançadores de foguetes para que os cidadãos pudessem conhecer o aparato. O comandante também ressaltou que o desfile tinha o objetivo de fazer uma demonstração de poder do Corpo de Fuzileiros Navais e da Marinha do Brasil. 
 
Segundo a CNN, Garnier afirmou que “não houve nada além de uma passagem de um pequeno grupo para que a população visse”, explicou o comandante. “Quando se fala de tanque na rua, fala-se de outra coisa. Tanque na rua lembra tanque para conter manifestações, conter. Não é nada disso. Houve uma passagem de um comboio e uma prestação de contas à sociedade dando visibilidade ao exercício que está sendo conduzido e tradicionalmente é conduzido”, completou. 
 
“O que a gente gostaria é que as pessoas conhecessem os equipamentos que a Marinha usa. É uma prestação de conta, é uma visibilidade que a gente está dando a essa operação”, concluiu. 

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