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Brasileiros falam inglês de ‘qualidade muito baixa’, diz pesquisa

Às vésperas de sediar a Copa do Mundo, em 2014, os brasileiros apresentam um dos piores desempenhos ao se comunicar em inglês, segundo pesquisa do EF English Proficiency Index (EF EPI) de 2012. O levantamento aponta que o Brasil está na 46ª posição em um ranking que considera 54 países. Ao observar apenas a América Latina, o Brasil fica atrás de Argentina, Uruguai, Peru, Costa Rica, México, Chile, Venezuela, El Salvador e Equador. O relatório ressalta que o analfabetismo funcional tem grande influência na posição do Brasil. “Claramente, se as competências de compreensão da língua escrita são escassas, o inglês vai cair no esquecimento”, diz o relatório. Vice-presidente sênior da Education First, entidade privada que realiza a pesquisa, Michael Lu afirma que o domínio do inglês está diretamente ligado a inovação e competitividade. A pesquisa mostra disparidades entre nações em desenvolvimento que competem para ser as futuras superpotências econômicas. O Brasil está atrás de China, que aparece em 36º, Rússia, em 29º, ou Índia, em 14º. “Brasil e China vivem uma situação semelhante. As pessoas não dão muita atenção [ao inglês] porque o mercado interno é forte e aparentemente basta a elas negociar internamente, na língua local”, avalia Lu. O relatório do EF EPI sugere que a qualidade do inglês falado interfere nas condições econômicas, e lembra que Itália, Grécia e Portugal – países que mais sofrem com a crise europeía – estão entre os piores no ranking na região. No Brasil, a cidade que apresenta a melhor pontuação é o Rio de Janeiro, seguido por São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. Estas têm “baixa proficiência” em inglês, enquanto o Brasil, como um todo, tem “muito baixa proficiência”.

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