Cotidiano

Bolsonaro critica CPI em discurso durante ‘motociata’: ‘Não querem investigar quem recebeu o dinheiro’

O presidente Jair Bolsonaro participa, neste sábado, 26, de uma “motociata” com apoiadores em Chapecó, município de Santa Catarina. Ele chegou ao evento com o prefeito da cidade, João Rodrigues (PSD), de carona em uma motocicleta. Em discurso, Bolsonaro comentou sobre a CPI da Covid-19, que ouviu nesta sexta-feira, 25, os irmãos Luis e Luis Ricardo Miranda sobre a compra da vacina Covaxin. “Temos uma CPI de sete pilantras, não querem investigar quem recebeu dinheiro, apenas quem mandou o dinheiro.

Lamentavelmente, o Supremo decidiu pela CPI e decidiu também que os governadores são desobrigados de comparecer à mesma. Querem apurar o que? No tapetão não vão levar, tem eleições ano que vem, e se Deus quiser, com o apoio do Parlamento, terá o voto auditável. Vamos botar um fim na sombra das fraudes que devem acontecer em todas as eleições”, disse Bolsonaro, citando a decisão da Corte de garantir que chefes estaduais não sejam inquiridos pela comissão. As afirmações foram aplaudidas com gritos de “fecha, fecha”.

Sem citar nominalmente Luiz Inácio Lula da Silva, ele falou que “tiraram” um “vagabundo” da cadeia. “Tornaram um vagabundo elegível e querem agora torná-lo presidente pela fraude, não conseguirão”, ressaltou, voltando a defender o voto impresso. “Tapetão por tapetão, sou mais o meu”, completou, dizendo que só Deus tiraria ele do cargo. “Não adianta provocarem, inventarem de querer nos caluniar, nos atacar 24 horas por dia, porque não conseguirão. Só uma coisa me tira de Brasília, o nosso Deus.

Não vão ganhar no tapetão ou inventando narrativas, o Brasil ainda passa por um momento difícil”, afirmou. Bolsonaro ainda criticou os governos da Venezuela e da Argentina, além das medidas restritivas para combater a Covid-19 que, segundo ele, “mergulharam o Brasil em um caos”.

O presidente também reforçou o compromisso de encaminhar para a vaga que será aberta no STF em 12 de julho, com a saída do decano Marco Aurélio Mello, o nome de alguém evangélico. O mais cotado é o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça. “Lógico, além de evangélico, esse sim, dono de um notório saber jurídico. Alguns apareceram como candidatos.

Boas pessoas. Eu vou indicar para o Supremo quem toma cerveja comigo. É o critério da confiança, da lealdade mútua. Não basta ter bom currículo. É importante, mas tem que falar a minha linguagem. Quero que defendam no Supremo as questões econômicas e as questões familiares”, afirmou Bolsonaro.

Jovem Pan News

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