Cotidiano

Bancos e indústrias foram principais doadores de campanhas dos prefeitos eleitos no 1º turno

Três construtoras, um banco, uma indústria de bebidas e recursos retirados da própria conta bancária do candidato lideram o ranking de maiores doadores dos nove prefeitos de capital eleitos no primeiro turno, de acordo com as prestações de contas entregues pelos candidatos à Justiça Eleitoral. Na verdade, de acordo com o pequeno porcentual do qual de fato é possível rastrear o financiador. Como mostrou o site Congresso em Foco na última quinta-feira (22), 75% dos recursos declarados pelos prefeitos eleitos em primeiro turno tiveram origem oculta, ou seja, foram repassados pelos comitês financeiros ou diretórios partidários. Candidato que mais arrecadou, dentre os eleitos em primeiro turno, o prefeito reeleito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), declarou ter arrecadado R$ 21,5 milhões. Do total, R$ 15,3 milhões tiveram origem oculta. Entre os principais doadores dele estão a Constran S/A Construções e Comércio, com R$ 500 mil, e os bancos BMG e Itaú Unibanco, com R$ 300 mil cada. Quase 90% dos recursos declarados pelo prefeito reeleito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), tiveram origem oculta. Nada menos que R$ 18,7 milhões, dos R$ 21,2 milhões arrecadados, vieram do comitê financeiro municipal e dos diretórios estadual e nacional do PMDB. Depois dessas fontes, os maiores doadores de Paes foram o Banco Itaú Unibanco e a Multiplan Empreendimentos Imobiliários S/A, empresa que controla o BarraShopping, entre outros centros comerciais. O prazo para os eleitos apenas no segundo turno entregarem suas prestações de conta vence nesta terça-feira (27).

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