Bahia

Bahia registra cerca de 360 prisões por descumprimento de decreto; mais de 1.750 aglomerações foram encerradas

A Polícia Militar efetuou 367 prisões por descumprimento de decreto na Bahia e encerrou 1.756 aglomerações entre 19 de fevereiro e 9 de junho deste ano.

Nesta segunda-feira (14), o secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas publicou um gráfico que mostra o crescimento de casos de infectados pela Covid-19 no estado após o São João em 2020. Ao todo, no estado, foi de 225,5%.

Confira a porcentagem de crescimento de casos após o São João em 2020:

  • Cachoeira: 785%
  • Santo Antônio de Jesus: 574%
  • Ibicuí: 537%
  • Amargosa: 500%
  • Cruz das Almas: 435%
  • Senhor do Bonfim: 212%
  • Salvador: 141%

“A HISTÓRIA TENDE A SE REPETIR SE NÃO APRENDEMOS COM ELA…”, ALERTOU FÁBIO VILAS-BOAS NAS REDES SOCIAIS.

Em entrevista ao programa Bahia Meio Dia, da TV Bahia, no dia 31 de maio, o governador da Bahia, Rui Costa, disse que a orientação é para que a Polícia Militar conduza à delegacia as pessoas que participam de aglomerações.

“Para que seja aberto o inquérito criminal, porque existe crime previsto em lei federal, crime contra vida humana, contra saúde pública, que essas pessoas estão cometendo”, disse o governador

“Não basta apenas acabar com as festas, se não outras ocorrerão. É preciso que abra processos e esses processos sejam encaminhados ao Ministério Público e depois a Justiça para que elas sejam julgadas pelo risco e pela contaminação que elas estão provocando”, concluiu Rui Costa.

A pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fernanda Grassi, alerta que a Bahia está longe da imunidade de rebanho e mesmo quem tomou vacina, precisa manter o uso da máscara e distanciamento social.

“O que é importante? Ao mesmo que a gente faça essa imunização progressiva e que a gente mantenha as medidas de distanciamento, porque assim nós vamos diminuir a transmissão do vírus. Nesse momento, a única forma de diminuir a transmissão é fazendo o distanciamento, só que a vacina não está disponível para a população”, disse a pesquisadora.

Em nota, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) informou que recomenda e ajuíza ações civis públicas, inclusive contra agentes públicos, que causaram aglomerações proibidas por decretos estaduais, desde o início da pandemia do novo coronavírus.

O órgão ainda afirmou que quem descumpre as medidas podem ser responsabilizados criminalmente por expor a vida ou saúde das pessoas à perigo direto e iminente.

Aglomerações na Bahia

No domingo (13), uma aglomeração foi registrada em uma corrida de cavalos, na cidade de Várzea da Roça, a cerca de 290 km de Salvador. O prefeito da cidade, Danillo Sales (PC do B) estava no local e participava das comemorações.

Segundo informações o prefeito, a festa foi privada e aconteceu com entrada apenas para convidados, em um haras. Eventos de qualquer natureza e com qualquer tamanho de público estão proibidos na Bahia por decreto do governo do estado.

De acordo com o prefeito, os organizadores controlaram o acesso de pessoas ao local, mas durante o momento da corrida de cavalos, parte da população da cidade invadiu o espaço para assistir a disputa entre os animais.

Danillo Sales ainda informou que os funcionários do evento forneceram máscara e álcool em gel.

Também no domingo, duas festas com centenas de pessoas foram interrompidas nas cidades de Caetité e Eunápolis, respectivamente sudoeste e extremo sul da Bahia. Em uma delas, o dono de um sítio pagou multa de R$ 10 mil. (G1)

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