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Autorizações ferroviárias contemplam Nordeste com 1.482 quilômetros de novos trilhos e R$ 15 bi de investimentos

Com MP 1.065/2021, construção do ramo da Transnordestina em Pernambuco será viabilizado. Propostas também reforçam infraestrutura no Maranhão e no Piauí.

Boas notícias para o Nordeste na abertura do Setembro Ferroviário, temporada de ações federais para impulsionar investimentos no modal pelo país. O escoamento de cargas pela região deve ser impulsionado com a construção de três novas linhas férreas a partir do instrumento de autorizações ferroviárias. Os primeiros requerimentos de interessados em usar o mecanismo para fazer e operar ferrovias, de maneira mais célere e simplificada, foram apresentados nesta quinta-feira (2) ao Governo Federal, durante o lançamento do programa Pro Trilhos, no Palácio do Planalto.

As 10 solicitações recebidas totalizam 3,3 mil quilômetros de novos trilhos, em nove estados, e R$ 53,5 bilhões em investimentos privados. Desse total, estão previstos 1.482 quilômetros de novos trilhos no Nordeste, cruzando três estados e somando investimento de R$ 15 bilhões. A principal novidade é a solicitação da Planalto Piauí Participações.

Serão investidos R$ 5,7 bilhões na construção e operação de novo segmento férreo entre Suape, em Pernambuco, e Curral Novo, no Piauí. Com o pedido, fica viabilizado o ramal pernambucano da ferrovia Transnordestina em um trecho de aproximadamente 717 quilômetros de extensão, possibilitaria exportação de minério por um novo Terminal de Uso Privado (TUP), em Suape.

MAIS TRILHOS – A VLI apresentou proposta para desenvolver um segmento entre os municípios de Estreito e Balsas, no Maranhão. Com 245 quilômetros de extensão e R$ 2,8 bilhões de investimentos previstos, o ramal se conectará à Ferrovia Norte-Sul, reforçando a logística para escoamento de carga da região do Matopiba – integrada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e com demanda de movimentação estimada em 6 milhões de toneladas/ano.

Ainda no Maranhão, a Grão Pará pediu autorização federal para construir e operar trecho ferroviário entre os municípios de Alcântara e Açailândia, com aproximadamente 520 quilômetros e investimento previsto de R$ 6,5 bilhões. O empreendimento será interligado ao extremo norte da Ferrovia Norte-Sul, criando opção logística para a exportação de grãos e minério.

PRÓXIMOS PASSOS – Os requerimentos foram apresentados ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Agora, as solicitações começam a ser avaliadas pelo MInfra), responsável por emitir as autorizações, caso os empreendimentos cumpram todos os requisitos exigidos pelo Governo Federal, nos termos da MP 1.065, publicada em 30 de agosto. As autorizações ferroviárias têm potencial de aumentar a participação do modal dos atuais 20% para 40% da logística nacional de transportes até 2035.

Bolsonaro e Tarcísio têm nova agenda do Setembro Ferroviário nesta sexta-feira (3). Eles irão ao município de Tanhaçu (BA) para a assinatura do contrato da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), cujo trecho 1 vai de Ilhéu e Caetité (BA). Concedida em leilão realizado em abril, durante a Infra Week, a Fiol tem investimentos previstos de R$ 3,3 bilhões.
Além disso, mais para o final do mês, a Vale espera receber os trilhos importados da Ásia que serão usados na extensão da Fiol – trecho 2, que fará a conexão por trilhos entre os municípios de Caetité a Barreiras (BA).

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