Saúde

Asma não é fator de risco para a Covid-19, explica especialista

Levantamento da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) estima que cerca de 20% da população da Bahia é portadora de asma, com casos leves, moderados ou graves. O Dia Mundial da Asma, lembrado na primeira terça-feira de maio, é uma data de conscientização sobre o controle da doença, prevenção das crises e mortes. Diante da pandemia da Covid-19 e explosão de casos no Brasil, os pacientes com asma foram vistos como parte do grupo de risco.

“Apesar de inicialmente se acreditar que o paciente portador de asma teria um risco maior de adquirir a doença, assim como de apresentar sintomas graves, isso não foi confirmado com o passar do tempo. O paciente bem tratado não apresentou quadro clínico mais grave. Entretanto, pacientes com doença não controlada podem apresentar exacerbação grave da asma durante quadros infecciosos respiratórios”, explica o pneumologista Marcel Albuquerque, coordenador do Serviço de Pneumologia do Hospital Cárdio Pulmonar.

O médico explica que a asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores que se caracteriza por limitação do fluxo aéreo, habitualmente com piora após exposições de aeroalérgenos ou infecções respiratórias. Por isso, os pacientes com asma devem manter seu tratamento, não devendo suspender medicamentos sem conhecimento do médico.

O pneumologista esclarece que o tratamento da Covid-19 no paciente portador de asma não difere de outros pacientes, entretanto deve-se ter bastante atenção aos ajustes necessários dos medicamentos para o ideal controle da asma.

Convivendo com a asma

A associação de asma com outras doenças inflamatórias respiratórias é muito comum, principalmente rinite alérgica. Doença do refluxo também está presente com frequência. Ambas as situações devem ser tratadas para um controle adequado da doença, como diz Marcel Albuquerque.

O especialista alerta que a redução das exposições, mudanças ambientais e identificação de aeroalérgenos é essencial para o controle da doença. “O tratamento medicamentoso adequado também é extremamente necessário para evitar crises da doença”, completa o pneumologista.

Marcel Albuquerque explica que o objetivo do tratamento é exatamente diminuir qualquer limitação de atividades. “O paciente portador de asma bem controlada poderá e exercer qualquer atividade. Eventualmente, casos graves de asma, com difícil controle, podem levar a limitação importante, sendo necessário acompanhamento em centros especializados”, afirma.

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