Política

Às vésperas de sabatina, Collor chama Janot de 'fascista da pior extração'

FERNANDO COLLOR DE MELOA dois dias da sabatina que pode levar o chefe do Ministério Público Federal (MPF) a um novo mandato de dois anos, o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) chamou nesta segunda-feira, 24, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de “fascista da pior extração”.

Collor destacou que não tem como questionar a denúncia de Janot contra ele por estar sob segredo de Justiça e que o único objetivo do chefe do MPF é “constranger” o Senado às vésperas da sabatina. “Trata-se de um fascista da pior extração, e cuja linhagem pode ser perfeitamente traduzida nas palavras de Plutarco: ‘Nada revela mais o caráter de um homem do que seu modo de se comportar do que quando detém um poder e uma autoridade sobre os outros. Essas duas prerrogativas despertam toda a paixão e revelam todo o vício'”, afirmou, em duro discurso da tribuna.

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O ex-presidente, que chamou Janot de “sujeitinho à toa” e “figura tosca” afirmou que ele não é dotado da “conduta moral” que se exige para o cargo. Ele criticou o fato de a Procuradoria-Geral da República (PGR) não tê-lo ouvido antes de acusá-lo criminalmente. Repetiu que iria depor na próxima sexta-feira, 28. “Essa prática dentro dos preceitos do Direito? Dos consagrados direitos da Justiça? Direitos individuais?”, questionou.

Para o senador, há um conluio da PGR com a mídia ao mencionar que a imprensa noticiou a acusação contra ele, mas, até o momento, seus advogados não tiveram acesso à . Ele afirmou que vazamento de informações é crime e que “ninguém absolutamente ninguém” está livre de ser vítima de condutas do que chamou de “grupelho” de Janot.

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