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Após críticas, prefeito de Candiba diz que se vacinou primeiro para incentivar população

Com poucas doses da Coronavac disponíveis no Brasil, a vacina está sendo aplicada apenas em profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate à Covid-19 e em idosos em instituições de longa permanência. Ainda assim, começam a surgir casos de pessoas fora desses grupos “furando fila”. Uma delas foi o prefeito de Candiba, cidade no interior da Bahia, Reginaldo Martins Prado.

O gestor foi um dos primeiros do município a receber a primeira dose da vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, nessa terça-feira (19). O ato, divulgado pela própria prefeitura, rendeu uma série de críticas a ele, que se defendeu dizendo que se vacinou para incentivar a população.

“Tomei a vacina não preocupado com meu bem-estar, preocupado em encorajar, e incentivar as pessoas que pudessem tomar a vacina”, justificou o gestor.

De acordo com Prado, foram os profissionais de saúde do posto que sugeriram que ele fosse o primeiro a ser imunizado, já que muitos temiam eventuais efeitos. “Ao chegar lá [no posto onde a campanha foi iniciada], aquele pessoal mesmo do combate à saúde, estava preocupado em tomar a vacina. Eu respondi: ‘não tem nada demais, gente, pode tomar a vacina despreocupados. (…) Nós estamos assegurando a nossa vida e a vida das pessoas que estão próximas a nós”, afirmou, em vídeo publicado no Instagram da prefeitura, nesta quarta-feira (20).https://www.instagram.com/tv/CKRW55XBEDV/embed/captioned/?cr=1&v=13&wp=453&rd=https%3A%2F%2Fwww.bahianoticias.com.br&rp=%2F#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A13584.525000012945%2C%22ls%22%3A13082.21500000218%2C%22le%22%3A13317.934999999125%7D

Ainda assim, diante da repercussão do caso, Martins se desculpou pelo ato. Ele reforçou ao longo do vídeo que fez tudo “pensando no melhor”.

ALERTA CRIMINOSO

O prefeito “furou fila” com divulgação às claras e tem uma justificativa para isso, mas, diante do atual cenário, com doses insuficientes de vacina para a população, passar na frente dos grupos prioritários pode ser considerado crime. O advogado Luiz Gabriel Neves, especialista em Direito Penal, concedeu uma entrevista ao Bahia Notícias em que explica que, a depender do caso, infrações do tipo podem ser configuradas como prevaricação, corrupção ativa ou passiva. Ele destaca que é necessário avaliar caso a caso, mas deixa o alerta para a população.

Bahianoticias

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