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Após 16 anos PT de Mutuípe volta a oposição, como foi a era Carlinhos?

Carlinhos foi um dos primeiros prefeito petista na Bahia, amado por vários, odiado por muitos.

Foto: Mídia Bahia –

Após 16 anos o PT de Mutuípe voltou para a oposição, o partido que chegou ao poder no município, em 1 de outubro do ano 2000, foi responsável por diversas transformações, das mais marcantes a construção da Ponte Lourival Ramos.

Apesar de perder a eleição para prefeito, o partido ficou com dois vereadores no legislativo, Gil e Val da D10.

Em seus 12 anos de mandato, Carlinhos pode trocar a frota de máquinas e veículos, pavimentar quase todas as ruas, requalificar a feira livre, reformar e construir praças, reformar e construir PSF- (Postos de Saúde da Família), conseguir construções importantes para a cidade, principalmente através de emendas parlamentares de diversos deputados de seu grupo, comprar e adquirir junto ao governo do estado e federal, máquina e ônibus escolares.

Carlinhos teve a felicidade de em 2008 deixar o poder com grande aprovação popular e passar a prefeitura ao seu sucessor e companheiro de partido o saudoso Antônio Felipe Evangelista Neto, e de retornar ao poder em 2012, devido à desistência da Celso Weber (PT), substituto de Neto, não querer disputar a reeleição. Naquela oportunidade o hoje ex-prefeito enfrentou uma disputa apertada, mas venceu por 97 votos. Aos que acreditavam em um mandato próximo do povo e de muitas ações para reconquistar os votos perdidos, se enganaram, em 2014 nas eleições gerais o gestor chegou a afirmar que seria candidato a reeleição, pois teria reconquistado os votos quando Dilma e Rui Costa tiveram mais de seis mil votos para presidente e governador no município.

Utilizando o argumento da crise financeira, e o precatório da família Ribeiro, Carlinhos passou os últimos quatro anos destruindo o legado deixado nos últimos 12. Extinguiu programas considerados pilares fundamentais a sua administração, um exemplo: Orçamento Participativo, alguns paralisaram e foram retomados de forma precária a exemplo: Prefeitura na Comunidade.

É certo que pesou na derrota do ex-prefeito, a extinção do “Arraiá das Estrelas”, da tradicional Micareta, da forma desorganizada da Cavalgada do 7 de Setembro, mas não foi só isso, projetos que deram certo e que acabaram também foram preponderantes, o fechamento do Sitio Menino de Luz, do Barracão Cultura, e outras ações pesaram na decisão do eleitor.

O PT mutuípense perdeu muitas oportunidades, não conseguiu ter mais força que municípios vizinhos, tipo: Amargosa e Ubaíra para conseguir uma Universidade e Indústrias. Teve pouca preocupação com construções irregulares, muitas em áreas de risco, o que dificultou a vida da gestão.

Os últimos quatros anos, parecia um governo perdido, sem rumo e apático, o município acumulava muitas obras paralisadas, algumas que já duravam muitos anos, como exemplo: a cobertura da feira livre, que levou 7 anos para se entregue, a inacabada Praça São Roque, a obra do reforma do estádio Pedro Alves da Silva que ficou pela metade, a agroindústria que até hoje nunca serviu a população mutuípense, deixaram perder o vigor administrativo, estradas esburacadas, muitos problemas com abastecimento de água na zona rural, esquecimento do homem do campo. A saúde considerada pela gestão com satisfatória diante da realidade financeira, mergulhou num cenário de queixas por parte da população, volta e meia faltava médico em alguma unidade de saúde, levava-se muito tempo para substituir, faltavam especialidades, a marcação de exames eram demoradas, faltava respeito no tratamento humano de alguns profissionais para com a população.

Carlinhos tinha tudo para deixar a prefeitura em grande estilo, principalmente por ter tido a coragem de ir pessoalmente entregar as chaves da prefeitura, por honrar compromissos, e por pagar aos servidores, mas deixou o brilho ser ofuscado. Muitas das máquinas ficaram quebradas, muitos dos ônibus escolares ficaram com os pneus em estado calamitoso, alguns quebrados,  as unidades de saúde sem médicos desde o dia 30 de outubro, as estradas abandonadas e sem secretário desde o dia seguinte as eleições. Não foi acertada a decisão de exibir veículos e máquinas quebradoas, com pneus furados, e muitos sem condições de trafegabilidade, sob o argumento de que estava deixando uma grande frota para o novo gestor.

O grupo de Carlinhos, nunca esqueceu o ex-prefeito Béu Rocha (PMDB) e quando as coisas começaram a desandar, alguns passaram a usar o argumento de que “no passado já foi pior”, como se um erro justificasse o outro, ou tivesse menos peso, o grupo passou 16 anos criticando o ex-prefeito e o acusando de tudo, muito lembrado, Béu conseguiu depois de muito tempo mostrar que estava vivo na política e conseguiu articular o grupo e voltar ao poder.

Faltou respeito com o passado de Mutuípe, o PT tentou dizer ao povo que a emancipação política começou em 1 de Janeiro de 2001, como se todos os outros prefeitos nada tivessem feito, erraram quando já não se fazia quase nada, tentando dizer ao povo que muito estava sendo feito, Carlinhos fez muito, mas deixou muito a fazer.

 

Leandro Almeida – Jornalista – DRT 7655

 

 

3 Comentários

  1. Afinal a populacao mutuipense votou em DIGAO ou em Beu? Porque ate onde sei fui a urna como cidada mutuipense votar em uma pessoa capaz de evoluir ainda mais o Municipio com sua capacidade pq isso DIGAO tem mais se Beu que se acha o dono da cidade.
    Eu votei em DIGAO mais se Beu for comandar a cidade com seu dedo PODRE e sinal que DIGAO e mais uma marionete na mao de um pessimo gestor e JAMAIS esse partido tera o MEU VOTO.

    1. Não é nosso costume excluir comentário de ninguém, se tem algo que somos contra é a CENSURA, aqui tem democracia, agora a sua arrogância quando cita a palavra HOMEM desafiando o portal prova muita coisa, obrigado por ser leitora do nosso portal.

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