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Aos 89 anos, Silvio Santos diz: “Minha memória vai se apagando vagarosamente”

Silvio Santos avalia sua trajetória em carta publicada no livro ‘Sonho Sequestrado: Silvio Santos e a campanha presidencial de 1989’, de Marcondes Gadelha. No texto que abre a obra, publicada neste ano pelo político que concorreu à vice-presidência ao lado do apresentador, o todo-poderoso do SBT diz que está perdendo a memória.

“Como vários de meus órgãos, incluindo o óbvio, que não está funcionando há muito tempo, minha memória também a cada dia que passa vai se apagando vagarosamente”, afirma o comunicador que completa 90 anos em dezembro.

Silvio também afirma que estava qualificado para ser presidente do Brasil na época. “Tenho certeza de que a equipe que eu escolheria, no mínimo, melhoraria as condições das pessoas mais necessitadas deste país”, garante.

“Hoje, aos 90 anos, me pergunto se teria sido bom para mim, para minha família, para a minha televisão e para as pessoas que gostam de mim ter colocado a faixa verde amarela que estampa a capa deste livro. Sei, porém, que teria sido bom para a causa. E isso me basta”, reflete Silvio Santos.

O “dono do Baú” ainda conta na carta, datada de 31 de julho de 2020, que se emocionou com as memórias que Marcondes Gadelha relata na publicação.

“Este livro me lembra de acontecimentos que eu já tinha esquecido e me deixa emocionado a cada página que leio. (…) Você, com seu talento de escritor e generosidade de amigo, me deixou por diversos momentos com lágrimas de saudade ao trazer de volta aqueles compromissos”, escreve.

O médico e político Marcondes Gadelha, autor do livro, é ex-senador e ex-deputado federal. Hoje, é vice-presidente nacional do Partido Social Cristão (PSC).

Silvio longe do SBT

O comunicador e empresário está afastado da televisão durante a pandemia do novo coronavírus. De casa, Silvio Santos comanda demissão em massa na emissora e a reformulação da grade de programação. Agora, o “patrão” investe na transmissão de campeonatos de futebol.

Nos últimos meses, Maisa, os jornalistas Roberto Cabrini e Rachel Sheherazade, Lívia Andrade, Moacyr Franco e outros grandes nomes deixaram a casa — alguns, também, por decisão pessoal.

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