Política

Antonio Imbassahy revela estar entre ACM Neto e Mário Kertész para prefeito

Na entrevista que concedeu à edição de hoje do jornal A Tarde ao jornalista Biaggio Talento, o ex-prefeito Antonio Imbassahy (PSDB) finalmente delimita o campo de sua posição na sucessão municipal. Já era tempo. Segundo afirma Imbassahy, dissipando dúvidas que deliberadamente havia gerado desde que foi excluído da disputa à Prefeitura por seu próprio partido, ele permanece do lado oposto ao governo estadual, devendo, se o fizer oficialmente, manifestar apoio às oposições, o que significa apoiar o candidato do PMDB, Mário Kertész, ou o prefeiturável do DEM, ACM Neto.
À pergunta do entrevistador sobre se pode aliar-se ao candidato do PT, Nelson Pelegrino, num eventual segundo turno, Imbassahy reage: “Não. Eu estarei sempre ao lado dos candidatos que fazem oposição ao prefeito João Henrique e também ao governo estadual, que não produziu nada”. Dura com o governador Jaques Wagner, apesar de enviesada e menos eloquente do que se esperava a esta altura do campeonato em relação à sucessão municipal, a frase é sinalizadora do campo em que Imbassahy pretende permanecer e, eventualmente, atuar. É verdade que ACM Neto não faz oposição ao prefeito.
Nem Kertész, ao governo estadual, já tendo, inclusive, admitido a possibilidade de apoiar Pelegrino se houver segundo turno. Mas está claro que Imbassahy não vai de Pelegrino. Nem poderia – por tudo o que fez e disse desde que decidiu incorporar na Bahia o perfil tucano e promover oposição ostensiva ao governador do Estado, depois de um namoro público travado na sucessão municipal de 2008 que quase virava noivado. Também não se aguardava uma eventual omissão por parte de Imbassahy. Pela liderança que construiu em Salvador, cuja gestão na Prefeitura lhe rendeu o título de melhor prefeito do país repetidas vezes.
O fato de ter sido submetido a uma cirurgia delicada justificava, no máximo, um distanciamento temporário, não um afastamento definitivo da discussão sobre a cidade. É o que Imbassahy confirma, quando diz que quer conhecer os projetos dos candidatos (de oposição) e obter garantias de que podem ser viabilizados. Trata-se, naturalmente, de uma abertura, ainda que sutil, para a negociação do seu apoio. Em suma, o bate-bola com o jornalista Biaggio Talento exprime o retorno de um ex-prefeito, em plena vitalidade política, fincado na história da cidade, ao jogo que vai se desenhado para o seu futuro.

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