Cidades

Anderson Silva faz bonito, mas perde a luta

Spider fez bonito aguentando até o fim da luta, mas foi ‘amassado’ por Cormier.

anderson silvaAnderson Silva foi valente, corajoso. Aceitou uma luta com dois dias de antecedência, sem nem estar treinando direito e diante do campeão da categoria de cima. Mas valentia e coragem não ganham luta. Mas ganha respeito. Ele foi melhor do que muitos esperavam, chegou a levantar o público com bons golpes em pé e chegou até o fim do combate neste sábado, mas Daniel Cormier jogou com o que melhor sabe fazer para amassar o brasileiro no chão, comprovar todo o favoritismo que tinha e levar a vitória na decisão dos jurados (triplo 30-26) no card histórico do UFC 200.
“Para mim, foi um grande desafio pessoal aceitar essa luta. Consegui colocar em prática o que desenvolvi todos esses anos. Estou muito tempo sem treinar, desde a minha cirurgia. Espero que isso sirva de exemplo para todos os brasileiros, todos presentes aqui, vocês podem tudo que quiserem. Estou acostumado a treinar com caras muito pesados. Estou acostumado com esse tipo de pressão. Senti um pouco porque estou sem treinar, mas foi bom. O teste foi bom. Toda minha equipe está de parabéns. Dedico essa vitória a todos eles, porque, para mim, foi uma vitória”, disse Anderson, muito aplaudido pelo público.
O Spider entrou no card desde sábado apenas quinta-feira. Ele resolveu pedir para substituir Jon Jones, que no dia anterior havia sido informado de uma possível violação em um exame antidoping e estava impedido de lutar. O problema é que o brasileiro sequer estava treinando pesado, como ele mesmo admitiu, depois de uma cirurgia em maio que o obrigou a retirar a vesícula biliar.
Sem preparação e com uma desvantagem física para lá de notável, Anderson até que se saiu bem, mas foi presa fácil para Daniel Cormier fazer um jogo esperto, de quedas. Além de ser campeão nos meio-pesados, o norte-americano costumava lutar entre os pesados, duas categorias acima da de Spider, o que lhe deu vantagem suficiente para não deixar o rival sair debaixo no chão – e ele também já fez parte do time norte-americano de wrestling, vale lembrar, com duas classificações para a Olimpíada.
Com isso, o brasileiro, que sempre é cotado como um dos maiores lutadores de todos os tempos, segue em um jejum enorme de vitórias. Ele não sabe o que é ganhar desde outubro de 2012, quando bateu Stephan Bonnar no Rio de Janeiro. Desde então, são 1.365 dias com três derrotas, uma fratura feia na perna e uma luta que acabou sem resultado por conta de um doping de Anderson.
Já Daniel Cormier, que nada tem a ver com tudo isso, conquista sua 18ª vitória em 19 lutas na carreira. Ela só perdeu para uma pessoa: justamente Jon Jones. Fonte: ESPN

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