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Alunos do ensino médio cobram vacinação para retorno às aulas

Pfizer já tem autorização para aplicar vacinas em maiores de 12 anos no Brasil, OMS diz que não é prioridade. Ministério da Saúde ainda não autorizou.

Os estudantes do ensino médio, que geralmente possuem entre 15 e 18 anos, estão realizando uma manifestação virtual cobrando a vacinação de adolescentes para o retorno às salas de aula.

“Voltas às aulas presenciais é um direito de todos nós estudantes, merecemos um ensino com maior qualidade e de acesso à todos nossos colegas, mas diante da situação que vivemos também temos um direito a mais nesse momento: PRIORIDADE NA VACINAÇÃO. Nós do ensino médio estamos totalmente dentro do critério de vacinação aprovado pela Anvisa, então porque não lutamos primeiramente por esse direito, deixando explícito que o que queremos é uma segurança chamada vacina??” Diz a publicação feita nas redes sociais, com marcações aos perfis do governador do estado, escolas, secretarias de educação e este portal de notícias.

Em 11 de junho, a ANVISA – Agencia Nacional de Vigilância Sanitária deu autorização à Pfizer, para aplicar seu imunizante em maiores de 12 anos. Na mesma data a Organização Mundial de Saúde emitiu comunicado dizendo não ser prioridade vacinar crianças. Até o momento o Ministério da Saúde do Brasil não autorizou.

No último dia 13, o governador Rui Costa (PT), fixou a data de 26 de julho para retorno dos estudantes do ensino médio ao semipresencial, com aulas em dias alternados e cinquenta por certo de ocupação. O fundamental deve retornar em meados de agosto, também de forma híbrida.

A APLB, sindicato que representa os professores critica a decisão e diz que somente retorna após a imunização completa da categoria, prevista para setembro.

Uma parcela dos pais defende retorno após vacinação dos filhos, sem previsão ainda para ocorrer, já outra parte pega que é momento para a retomada.

Na terça-feira (20), o ministro da educação Milton Ribeiro, fez um pronunciamento em rede nacional defendendo o retorno às aulas presenciais, “Quero conclamá-los ao retorno às aulas presenciais. O Brasil não pode continuar com as escolas fechadas, gerando impactos negativos neste e nas futuras gerações”, disse ele e seguiu: “vários países retornaram às aulas presenciais ainda em 2020, quando sequer havia previsão de vacinação. O uso de álcool-gel, a utilização de máscaras e o distanciamento social são medidas que o mundo está utilizando com sucesso.”, agrumetou o chefe da pasta.

Ontem o ministro da saúde, Marcelo Queiroga foi na mesma direção: “Eu acho que (as aulas) já deveriam ter voltado antes, para ser sincero, porque os nossos adolescentes estão sendo prejudicados. Não tem exigência de vacinar professores, isso é invencionice. (…) O que precisamos são protocolos de segurança: uso de máscara, testagem… Nós vamos fazer isso.” declarou ele.

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