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Al-Qaeda defende ataques a diplomatas norte-americanos

O braço do grupo fundamentalista Al-Qaeda no norte da África defendeu, nesta terça-feira (18), novos ataques contra diplomatas norte-americanos e a escalada de protestos contra o polêmico filme anti-islâmico produzido nos EUA. Desde a semana passada uma série de distúrbios no Oriente Médio e outras regiões foram deflagrados por conta da produção. Em comunicado divulgado, a Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQIM, na sigla em inglês) elogiou o assassinato de Christopher Stevens, embaixador dos EUA na Líbia, em um ataque lançado contra o consulado norte-americano em Benghazi, no último dia 11. Além disso, o grupo ameaçou lançar ataques na Argélia, Tunísia, Marrocos e Mauritânia e condenou os EUA por “terem mentido para os muçulmanos por mais de dez anos, ao afirmar que sua guerra era contra o terrorismo, e não contra o Islã”. A Al-Qaeda ainda conclamou os muçulmanos a arrancarem e queimarem as bandeiras dos EUA em embaixadas e a matar ou expulsar diplomatas americanos para “expurgar nossa terra de sua imundície, em retaliação pela honra do profeta”. Em Cabul, capital do Afeganistão, pelo menos 12 pessoas foram mortas nesta terça em um ataque suicida que seria uma retaliação ao filme que satiriza a imagem do profeta Maomé. O filme, “A inocência dos muçulmanos”, foi produzido por um norte-americano nascido no Egito. As autoridades em Washington descreveram o vídeo como ofensivo, mas o direito de livre expressão adotado nos EUA bateu de frente com a ira de muçulmanos, que protestam pela forma como Maomé é caracterizado no vídeo.

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