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AGU mostra que Marcos Valério transitava pelo Banco Central para favorecer Banco Rural

A Advocacia-Geral da União (AGU) demonstrou, em documentos, a circulação do empresário Marcos Valério pelos gabinetes do Banco Central para ajudar o Banco Rural. Os documentos revelados ao jornal Estado de S. Paulo mostram que a direção do banco usava o bom relacionamento de Valério na promoção de seus interesses, como apontou a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última quinta-feira (6). Nesta segunda-feira (10), o relator do mensalão, Joaquim Barbosa, começa a votar as operações de lavagem de dinheiro que envolvia o Banco Rural. Os documentos indicam que a AGU identificou as irregularidades praticadas por Valério ainda na gestão de Dias Toffoli, entre 2007 e 2009. Os documentos divulgados fazem parte de um processo administrativo instaurados contra o ex-procurador da Fazenda Nacional Glênio Guedes, demitido em 2007 por exercício de advocacia privada. A investigação ainda é sigilosa e contém documentos e pareceres do Ministério da Fazenda, do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e da própria AGU, e está em 17 caixas. A AGU aponta que Valério e Rogério Tolentino, réus no mensalão, se uniram ao procurador para influenciar as decisões do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN). A Advocacia-Geral cruzou informações da entrada e saída de Marcos Valério nas dependências do Banco Central com as votações do Conselho de Recursos, conhecida como Conselhinho. As votações eram de processos de interesse do Banco Rural, com pareceres elaborados pelo ex-procurador. Os documentos destacam o relacionamento do publicitário com o servidor do Banco Central Antônio Carlos Vieira. Valério teria influenciado o julgamento de pelo menos três recursos do Banco Rural no Conselhinho, como o arquivamento da sanção pecuniária aplicada ao Rural e o cancelamento da penalidade de inabilitação temporária aplicada aos diretores da instituição financeira, penalidade mais temida pelos jurisdicionados do conselho. O relatório do Ministério da Fazenda, que foi incorporado ao processo, mostra que Valério esteve 13 vezes na sede do Banco Central em Brasília e quatro em São Paulo. Informações do Estadão.

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