Cotidiano

ACM Neto e Rui Costa voltam a se estranhar

RUI COSTA E ACM NETOO prefeito ACM Neto (DEM) e o governador Rui Costa (PT) voltaram a ter um embate político. Desde o Carnaval, quando trocaram críticas por causa da discussão sobre a exclusividade de cervejaria na festa momesca, os dois gestores não tinham um confronto pela imprensa.

Ontem, parece que suspenderam a trégua.Tudo começou no sábado, quando ministros do governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) deixaram de convidar o governador para a entrega de imóveis do programa “Minha Casa, Minha Vida”, na Estrada do Bom Sucesso, no CIA-Aeroporto. Apesar de chegar atrasado, o petista participou do evento. Já o prefeito ACM Neto foi convocado antecipadamente e fez discurso ao lado do secretário municipal de Infraestrutura e Defesa Civil, Paulo Fontana.

A situação deixou claro o mal-estar que há entre os aliados de Temer e Rui Costa.Ontem, o governador falou sobre esse desgaste entre ele e os ministros do governo interino. O petista aproveitou e alfinetou o prefeito ACM Neto. “Meu orgulho é ter construído junto com Dilma [Rousseff, presidente afastada] e Lula este programa maravilhoso, extraordinário. Cada um se realiza com a obra que quer. Então, eu me realizo com aquilo que fiz, que ajudei a fazer”, afirmou, em entrevista ao Bocão News.

O prefeito não gostou nada da declaração do governador. De forma sucinta, rebateu o petista. “Ele é um invejoso. É o que tenho a dizer”, afirmou. O último embate entre Rui Costa e Neto ocorreu em fevereiro, quando o gestor estadual criticou o fato de a prefeitura conceder a exclusividade da venda de apenas uma marca de cerveja no Carnaval de Salvador. “Eu acho que a venda da imagem é viável do ponto de vista da arrecadação. Na rua, restringir o consumo é muita dor de cabeça, é o que está acontecendo nas ruas.

As pessoas que querem consumir outra não podem, quem trabalha não pode vender outro produto. Essa confusão, numa festa popular, acho que não é uma decisão ideal”, avaliou.Neto reagiu e criticou o governador. “Não vejo autoridade ou legitimidade de adversários políticos fazerem esse tipo de exploração [criticando a exclusividade na venda de bebidas] se eles fazem a mesma coisa.

Na Arena Fonte Nova hoje, só pode tomar Itaipava. Qual é a coerência que tem esse ou aquele político que não gosta do meu trabalho para questionar isso? Nenhuma”.

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