Moradora aponta uso irregular por hotel e questiona construção de “ponte” na Cachoeira dos Prazeres

Apesar de interditada Cachoeira dos Prazeres em Jiquiriçá segue sendo explorada.


Após quase 4 anos da interdição da Cachoeira dos Prazeres no município de Jiquiriçá, o promotor de justiça Julimar Barreto, fez declarações a um site de Santo Antônio de Jesus, que acabou despertando a atenção da população para alguns pontos cruciais.

Segundo Barreto, “a Cachoeira dos Prazeres ainda está interditada por que a prefeitura não colocou em execução o projeto urbanístico daquele espaço”, ele diz ainda que a fiscalização era para ser feita pela Polícia Militar. Na entrevista o promotor argumentou as reclamações da população por falta de segurança, placas de sinalizações, sujeiras, acidentes e ausência de salva- vidas.

Um ponto destacado pelo representante do MP gerou discordância de muitos populares “Na verdade o município de Jiquiriçá não recebia benefício quase nenhum”, Disse ele, logo após tomarem conhecimento, populares ligaram para a emissora de rádio de Mutuípe e contestaram a fala, afirmando que tinham uma boa lucratividade, sendo que na maioria das vezes as mercadorias comercializadas acabavam antes do fim do dia.

Barreto ainda teria dito “…as pessoas iam lá, levavam sua comida, sua bebida, faziam poluição sonora, prejudicando até o hotel que já estava para fechar devido ao incomodo”. Esse parte da fala do promotor acabou por revelar que os proprietários do hotel eram parte interessada na interdição.

Segundo relatos de moradores nos programas: Acorda Vale e Cara a Cara com o Povo da Rádio Interativa, apesar de interditada os frequentadores do hotel seguem utilizado livremente o espaço, a presidente da Associação Prazeres, chegou a questionar a construção de pontes ligando o hotel a cachoeira e questionou haver licenças ambientais para as construções.

Houveram também denúncias de moradores contra os proprietários do hotel, que segundo o relato, reclama constantemente de poluição sonora na área, “nesse fim de semana teve uma festa lá que acabou por volta de 3h da madrugada, teve som alto e até foguetes”. Disse a denunciante.

Nossa redação conversou na tarde desta terça-feira (15), com um morador, segundo ele, a Cachoeira sempre tem movimento e nos fins de semana o fluxo aumenta mesmo com a interdição. Fotografias mostrando as “pontes” e fogos de artifício foram enviadas para corroborar a denúncia.

Segundo a prefeitura de Jiquiriçá a obra de requalificação do espaço está em fase de avaliação, sendo que o convênio já foi assinado, segundo o prefeito João Fernando – Cascalho, para que a obra possa ter andamento o proprietário da área terá que fazer uma doação ou cessão de uso para a prefeitura, para desta forma possibilite aplicar recursos públicos em área privada.

Em 6 de janeiro, os banhistas que estavam na cachoeira foram expulsos, fato que gerou acusações e revolta.