BDM torturou e matou adolescente no Parque das Bromélias, acreditam familiares

Foto de Jonas foi enviada a família um dia após o desaparecimento. Corpo foi encontrado em estado de decomposição.


Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Após o Departamento de Polícia Técnica confirmar que o corpo encontrado na localidade de Planeta dos Macacos em São Cristóvão, Salvador, no porta-malas de um carro Fiat Pálio, com pés e mãos amarrados e um saco na cabeça, era Jonas Ribeiro dos Santos Neto, 17 anos, familiares revelaram a imprensa novos fatos envolvendo o desparecimento do adolescente.

A polícia suspeitava que Jonas tivesse sido vítima de uma facção criminosa. Mas familiares ouvidos pelo Correio apontam a BDM – “Bondo do Maluco” como responsável pela morte, eles acreditam que o garoto tenha sido torturado antes de ser morto e enterrado, quando encontrado dentro de um carro, próximo a residência, o corpo estava sujo de terra, com ferimentos de faca e dois dedos foram arrancados. A BDM é ligada ao caso justamente por causa dos dedos arrancados e o lema da facção é “tudo três”.

Em 16, de dezembro um dia após o desaparecimento, uma foto de Jonas foi enviado aos familiares, onde o rapaz aparece com as roupas que usava quando desapareceu e ferimentos, a irmã dele acredita que a morte tenha ocorrido no mesmo dia. 

A última vez que o adolescente manteve contato com a família, foi as 22h30min do dia 15, quando fez uma ligação para uma das irmãs avisando que estava a caminho de casa.

A família acredita que a BDM tenha desenterrado o corpo e colocado no bairro onde ele morava para tentar desviar o foco das investigações e dessa forma se eximir da culpa.

Durante as buscas o corpo de um homem que até o momento não foi identificado teria sido encontrado na localidade de Parque das Bromélias, numa cova rasa, local considerado macabro pelos moradores, a polícia não confirmou o achado.

A família não consegue entender a motivação do crime, segundo eles o jovem não tinha envolvimento com drogas ou qualquer ligação com o mundo do crime. “Era um menino do bem, nossa alegria na escola e em todos os lugares onde ele estava. Estamos profundamente triste com esse absurdo, essa covardia que fizeram com ele”,  disse uma colega de escola.

A facção, “Ajeita” também atua no bairro, mas segundo um policial ouvido, não tem boa relação com a região. A Bonde do Ajeita é uma ramificação da BDM.