Medida emergencial para combater a Febre Amarela é mesmo eficaz?


Mosquito Aedes aegypti é transmissor da Febre Amarela.

Apesar do secretário de Saúde de São Paulo ter afirmado nesta quarta-feira (10) não haver um surto de febre amarela no Estado, mas sim um aumento de casos, o número de pessoas que procuram atendimento médico em busca da vacina não para de aumentar. Essa situação tem mobilizado técnicos e gestores a buscar estratégias para assegurar a maior cobertura vacinal de pessoas em áreas consideradas de risco.

O Ministério da Saúde anunciou que entre fevereiro e março 75 municípios de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia irão receber a dose fracionada da vacina contra a febre amarela, como uma medida de emergência para evitar a expansão da doença. A medida, baseada em práticas adotadas em outros países endêmicos da doença, visa dar cobertura vacinal à população brasileira de áreas onde, antes, não circulava o vírus e agora há uma proliferação.

 

De acordo com a profa. Raquel Saito, professora de enfermagem da Faculdade Santa Marcelina (FASM), a dose não prejudica a eficácia da vacina ou compromete a segurança do indivíduo. A questão que deve ser considerada é o tempo de proteção: a dose convencional protege pela vida inteira, enquanto a dose fracionada, teoricamente protege por apenas oito anos. “É importante que os resultados desse fracionamento sejam monitorados e acompanhados por estudos científicos”, destaca Saito.
Água parada e esgoto a céu aberto com matéria orgânica em decomposição são ambientes propícios para o desenvolvimento da larva do mosquito Aedes aegypti, que transmite doenças como Dengue, Zica e Chikungunya.
As chuvas do período somadas à disponibilidade de criadouros como: pneus, pratos sobre vasos de plantas, recipientes dos mais variados, lajes sem adequada drenagem facilitam a reprodução do Aedes e, se houver pessoas doentes na região que possam ser picadas pelas fêmeas do mosquito, o risco de ampliação dos casos de doenças é ainda maior.
Sobre as doenças, é importante lembrar do cuidado de se proteger com telas nas janelas e uso de repelentes. Lembre-se que a fêmea do mosquito Aedes precisa picar alguém contaminado por uma das doenças para ser capaz de transmitir a outro sujeito.
profa. Dra. Raquel Xavier de Souza Saito, professora dos cursos de Enfermagem, Medicina e Nutrição da Faculdade Santa Marcelina (FASM), está à disposição para repercutir o assunto.