Planserv reforça importância do combate à sífilis


A partir deste ano, o terceiro sábado de outubro de cada ano será a data de celebração do Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita. O objetivo é enfatizar a importância do diagnóstico e do tratamento adequados da sífilis como doença sexualmente transmissível (DST) e especialmente na gestante, durante o pré-natal. Para isso, a nova lei determina o incentivo à participação de profissionais e gestores de saúde. O Planserv apoia a data, celebrada amanhã (21), e aproveita para alertar seus beneficiários a respeito das formas de prevenção desta DST, como o uso da camisinha.

 A transmissão da sífilis, uma das mais perigosas DST, se dá principalmente por relações sexuais, assim como por transfusão de sangue ou contato direto com sangue contaminado, ou ainda, no caso da sífilis congênita, por via vertical da gestante para o filho. Essa última é uma das formas mais graves, pois pode causar aborto, parto prematuro, natimortalidade ou a má formação no feto. Os efeitos no bebê incluem lesões na pele, alterações respiratórias, deformações ósseas, surdez neurológica, dificuldades no aprendizado e retardo mental, entre outros.

A doença atinge principalmente pessoas na faixa etária com maior atividade sexual: dos 15 aos 49 anos de idade. No início, após a contaminação, é comum aparecer uma lesão (ferida) geralmente única, indolor, nos órgãos genitais. Se não tratada, a sífilis evolui e pode atingir praticamente todos os órgãos do corpo. Não apenas a mulher, mas seu parceiro também precisa ser tratado para que ela não volte a ser contaminada.

Além de não abrir mão da camisinha nas relações sexuais, as mulheres devem realizar o exame para a sífilis (VDLR) durante o pré-natal. De acordo com o Ministério da Saúde, a sífilis congênita persiste no Brasil com uma taxa de 4,7 casos por mil nascidos vivos. Já no caso da sífilis em gestantes, a taxa chega a 7,4 casos para cada mil nascidos vivos.