Morador de Jiquiriçá denuncia expulsão de banhistas da Cachoeira dos Prazeres

Cachoeira está interdita por ordem judicial até que projeto de exploração turística seja executado.


A Cachoeira dos Prazeres, interditada pela justiça após solicitação do Ministério Público, desde fevereiro de 2014, está no palco de mais uma polêmica, segundo informações de populares, banhistas foram expulsos do local neste domingo (6).

O morador Neto Freitas usou o facebook para denuncia a protestar pelo ocorrido e colocou a culpa na atual gestão do município:  “Lamentável, é lamentável á atitude dá gestão ditadora de Jiquiriçá, o patrimônio do povo, ser tirado de uma forma grossa, tão ofensiva, fiquei sabendo dá situação que ocorreu na cachoeira hoje dia 06/01/2019, pessoas, visitantes dá cachoeira dos prazeres, foi expulsa á base de fantadas, instrumentos músicas estragados propositalmente, isso é uma vergonha para o povo de Jiquiriçá, o povo de Jiquiriçá se senti oprimido depois do dia 01/01/2017, que por um acaso um ditador tomou posse dá gestão de nossa cidade, más o povo de Jiquiriçá merece me desculpem, aí vem alguns amigos e fala “Neto tu não tem medo não?” “cuidado viu é perigoso você ficar falando oque acha” e falam muito mais, más eu digo que aquele ditado “peixe morre pela boca” não funciona comigo, eu não vou me calar diante de uma opressão como essa, o povo de Jiquiriçá tem que reagir quanto á isso, por quê quando foi pra eleger o ditador tinham vários atrás do trio, cadê vocês, mostra a cara, não vou me calar, isso foi LAMENTÁVEL, LAMENTÁVEL, foi uma tristeza oque aconteceu hoje na cachoeira.” Disse ele. 

Tentamos contato por telefone com o prefeito João Fernando – Cascalho do PRP, para que se manifestasse, mas não tivemos existo.

Segundo o MP após a execução dos trabalhos de urbanização do local a liminar que proíbe a exploração turística da cachoeira, cairá. O obra está em análise pelo Governo Federal e o convênio já foi assinado, junto ao ministério do turismo.

Através do Facebook um morador de Jiquiriçá enviou para a nossa fan page a seguinte nota.

“”Rumbora conversá” Cachoeira dos Prazeres Para quem não sabe, ela era até pouco tempo território de Ubaíra, razão por que a ação é imputada ao proprietário e ao gestor à época daquele município. O que acontecia? A prefeitura de Ubaíra como não tinha nenhum retorno até mesmo no que dizia respeito à expansão do nome do município no cenário do turismo e com a devida razão, não tinha interesse em fazer as reformas necessárias. Lembrando um velho dito popular: “Cavalo de dois morre de bicho”, embora juridicamente se saiba que era apenas de Ubaíra, mas me diga uma coisa: Você já ouviu alguém dizer que ia à Cachoeira dos Prazeres em Ubaíra? Pode pensar e responder a você mesmo (a). Diante desse impasse, aquela área foi se degradando. Não havia sanitário, muito menos rede de esgoto, logo as necessidades fisiológicas eram feitas nas águas ou no entorno dela. Houve uma série de reuniões com o Ministério Público. Foram feitos vários Termos de Ajustamento, mas por força de lei, Jiquiriçá não podia investir. Vocês lembram que houve início de umas obras, as quais foram interditadas, pois constituía crime já que não se pode fazer isso fora do território. O tempo foi passando, o problema foi aumentando. Falta de tudo: infraestrutura, equipe de saúde, segurança, iluminação… Aconteceu a interdição. Houve algumas manifestações, como interdição da BR 420 onde muitos moradores e comerciantes (todos de Jiquiriçá) queimaram pneus, etc. O dono não demonstrou interesse, muito menos a gestão de Ubaíra conforme explicado acima e suas razões. E agora? Agora legalmente aquela área pertence ao município de Jiquiriçá. O atual gestor assinou um convênio com o Ministério do Turismo (isso divulgado nas mídias) para que saia a verba a fim de que se faça tudo o quanto é exigido pela justiça para que aquele lugar possa ser visitado e acima de tudo preservado. O que resta agora é torcer para que o dinheiro seja liberado com maior brevidade, (acho pouco provável, pois dizem que o país passa por uma crise sem precedente), e as obras sejam realizadas. E hoje? Ela está literalmente interditada pela justiça, o que impede a visitação, bem como a comercialização de qualquer coisa. Você vai me dizer que é uma injustiça não se poder vender nada quando há muitas pessoas passando dificuldade e como eu ainda apesar de não parecer, possuo sentimentos, sei que não é fácil, mas a frase pronta é esta: “DECISÃO JUDICIAL NÃO SE DISCUTE, SE CUMPRE” e em querendo, entre com ações.”