Destino dos Professores do Rui Barbosa em Mutuípe, parece ser entrave no processo de municipalização

Professores alegam falta de diálogo, contestam municipalização em momento de transição de secretários e tentam reverter decisão.


Foto: Vladimir Tapol

A disputa entre a oposição e o governo do prefeito de Mutuípe gera prejuízo ao povo, o ano letivo 2019 está no meio do uma tremenda saia justa, o governo do estado, na transição de secretários de educação, promoveu a municipalização do Colégio Rui Barbosa e cessão de uso do prédio público. Após a decisão ser publicada no Diário Oficial do Estado, a secretaria de educação do município solicitou as chaves da escola, para fazer as intervenções para início das aulas, mas teve a solicitação negada pela direção da unidade de ensino, que alega não ter recebido nenhuma informação do governo, nem autorização para entregar as chaves, mesmo recebendo cópia do D.O..

O Núcleo Regional, na cidade de Amargosa, também alega não ter autorização para entregar o Rui Barbosa, dizendo não reconhecer o D.O. como documento de entrega, segundo informações a direção do N.T.E, forças maiores tentam a reversão da municipalização.

Na segunda-feira (18), os professores lotados na unidade de ensino foram até a câmara de vereadores narrar fatos, segundo a professora Eliene, era esperada uma municipalização transitória, mas acorreu de forma repentina. “a gente não vai ficar de braços cruzados e esperar que as coisas aconteçam”, disse ela em determinado momento e seguiu “…enquanto existia esse prazo de municipalização no final de 2018 início de 2019, nós professores e direção, nos reunimos e fomos a luta para que a escola não fosse municipalizada e nós professores ficássemos excedentes, funcionários desempregos, nós lutamos pela implantação da escola técnica, o MédioTec no Rui Barbosa”. Disse ela, a professora responsabilizou as duas secretárias pela situação: “o que foi que pessoas irresponsáveis, lá da secretaria fizeram? em meio ao processo de transição de troca de secretários, uma pessoa que assim… não olhou os protestos, não alisou a situação de ninguém, em meio a um concurso público, ai municipaliza todo os espaço e ainda cede o prédio, para que os meninos pudessem buscar o Julival Rebouças, só deixou para a gente a EJA, a noite, depois que a gente recebeu essa notícia, a gente foi a luta” A professora disse estar excedente e destacou também a dificuldade de professores em ir para outras cidades:  “em nome de profissionais que estão impossibilitados sem condição de estar em outro espaço, coisa que ambas as secretarias não analisaram, como ficariam os professores, é fácil o estado bancar 17 professores para o município? Se o estado quer enxugar, quer diminuir gastos, como vai manter 17 professores numa escola municipal? Então eu acredito que faltou diálogo, analisar, fazer planilha e escola tinha dito isso, faltou se preocupar com o ser humano. Declarou ela.

Segundo o vereador Gil do PT, ao saber do que poderia acontecer com os professores da escola, em março de 2018 aprovou na câmara a possibilidade de luta por implantação de cursos técnicos profissionalizantes no Rui Barbosa e que em novembro de 2018 o governo do estado teria autorizado a implantação do curso de administração na unidade, ofertando 35 vagas.

Segundo a secretária de educação do município Sonia Ferreira, o caso foi apresentado a promotoria pública. Em entrevista recente o prefeito Digão disse que se não houver acordo alugará salas de aulas para os alunos do núcleo do sexto ano e argumentou perseguição política de seus opositores na cidade para travar a cessão da escola.

O início do ano letivo 2018 já adiado para 25 de fevereiro, e existe novamente a possibilidade de prorrogação mais uma vez, visto que os alunos do Rui Barbosa foram matriculados na rede municipal de ensino o a utilização do prédio pelo município ainda é incerto.