Moradores de áreas de risco temem chuvas em Mutuípe

Desde 2013, Mídia Bahia acompanha o sofrimento dos moradores das ruas Lídio Santos, Clementino Santos e Maracás.


Uma situação que já se arrasta há vários anos, os moradores que vivem em situação de risco em Mutuípe, sonham em um dia poder dormir tranquilos quando a cidade enfrentar temporais. As ruas Itiruçu, Maracás, Jaguaquara, em 2017, pensaram que este sonho estava prestes a sair do papel, mas cerca de um ano e meio após, nada mudou.

Em 5 de maio de 2017, a prefeitura de Mutuípe publicou a tomada de preço para construção da encosta da Rua Maracás, tendo como vencedora a empresa que realiza a revitalização da Orla, e que teve obras iniciadas em 12 de outubro daquele ano, cinco meses após publicação do edital.  

Tamanha demora no início da obra se devia a uma autorização da defesa civil, a angústia dos moradores teve início em 2013, quando uma parte do barranco cedeu,  um ano após, foi publicado no portal de convênios do governo federal uma emenda no valor de R$ 810.000,00, sendo R$ 10 mil de contra partida da prefeitura, após 3 anos, em 2017, a emenda foi enquadrada como cancelada no mesmo site, segundo o atual prefeito Rodrigo Maicon de Santana Andrade – Digão do MDB, a culpa do cancelamento é do ex-prefeito Luís Carlos Cardoso da Silva do PT, e que seu governo lutava para o resgate da emenda, o ex-prefeito nega as afirmações dizendo que o atual gestão perdeu por incompetência, o caso foi explorado na campanha eleitoral de 2018 pelos dois grupos políticos.  

Na época em que o recurso foi empenhado, seria destinado a três ruas: Lídio Santos na saída para Laje, Maracás, no bairro da Cajazeira e Clementino Santos, no centro da cidade, com o passar dos anos e o encarecimento nos custos da obra, o recurso ficou exclusivo a rua Maracás, que a priori enfrenta risco maior.

As chuvas de verão de 2018, já tiveram início no Vale do Jiquiriçá, com os temporais, o medo de um desmoronamento passa a assombrar as moradores, neste domingo (2), nos conversamos com um residente na localidade, através de rede social, que relatou o medo de um desastre: “Sempre que chove a gente teme que toda a terra possa descer e levar nossas casas, entra ano saí ano, prefeitos e mais prefeitos e ninguém muda essa realidade, eu rogo a Deus todos os dias que isso possa ser resolvido”. Disse ele.

A gestão municipal trabalha com a possibilidade de resgate do recurso da emenda.