Manifestação pede fim dos crimes de feminicídio em Mutuípe

Cidade já registra três casos em 2018, dois com mortes e duas tentativas. O mais recente, o de uma professora da rede municipal de ensino.


Na manhã desta sexta-feira (25), diversas pessoas foram a praça Góes Calmon em Mutuípe para protestar pelo fim dos crimes contra a mulher.

No sábado (19), a professora Rosicleide de Jesus Sousa, 40 anos, sofreu um tiro na testa, e está em estado grave, internada no Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus. Na quarta-feira (23), uma liminar da justiça determinou que o Planserv faça a transferência dela para um hospital de Salvador.

Com faixas e cartazes, os populares cobram justiça e fim do feminicídio e da violência contra as mulheres. A manifestação percorreu as ruas da cidade até o fórum Nelson Evangelista.

Em entrevista, o prorfessor Ruy Leal pediu o fim da violência: “a sociedade não aceita esse tipo de atitude, mas, mais importante que não aceitar é a mulher não se permitir, de um simples namoro quando o namorado impõe a ela regras e limites, ela dizer que quem manda na vida dela e ela e tomar atitudes, que essa situação não vá tão longe para chegar ao ponto dessa situação que aconteceu com Kêda…, que a gente não se permita, mas ela mulher não se permita passar por isso, então a sociedade está dizendo não a violência contra a mulher, mas a mulher precisa dizer não a violência contra ela. Destacou ele.

A secretária de administração e psicologa de Meyre Rocha, destacou a relevância da manifestação: “diariamente temos casos de agressão em nosso município, a gente tem hoje o CREAS que faz parte da secretaria de trabalho e assistência social, que  cuida disso, que promove ações para esse combate, mas além do CREAS, a gente enquanto sociedade precisamos nos mobilizar para estar combatendo esse tipo de violência. 

Segundo a delegada do município, Dr. Corina Lopez de Oliveira, o inquérito do caso está em fase avançada, e que apos a conclusão o acusado será enquadrado como procurados.