“Votantes do prefeito Digão estão sendo demitidos do Hospital de Mutuípe”, diz denúncia

População cobra transparência nas contas do hospital. O HCCR é uma entidade filantrópica, a APMIM, associação que administra o hospital, tem sido questionada por sequer poder associar novas pessoas.  


Uma denúncia enviada a nossa redação nesta quinta-feira (15), diz que ‘oito funcionários do hospital de Mutuípe foram demitidos’ após o corte de repasses promovido pela SESAB – Secretaria de Saúde do Estado e revertido pela mesma entidade após uma reunião com políticos.

O fato alarmante nas demissões é a coincidência de um fato, segundo a denúncia, todos que foram demitidos, votaram no prefeito Rodrigo Maicon de Santana Andrade – ‘Digão’ MDB, nas eleições de 2016.

 

Em anos passados o vereador Júnior Cardoso (DEM), foi chamado para uma reunião, onde foi condicionado a ele, a sua demissão para que o hospital pudesse ser ajudado, na época, Jr. atendeu à solicitação e se despediu do Clélia Chaves Rebouças – HCCR, após muitos anos de serviços prestados.

 

Na segunda-feira (5) de março, a presidente da APMIM – Associação de Proteção a Maternidade e a Infância de Mutuípe – Célia Freitas, foi a câmara de vereadores e anunciou que o governo do estado estaria reduzindo os repassas ao HCCR, o corte chegaria a R$ 108 mil por mês, nesse mesmo dia ela anunciou a demissão de médicos, bem como de funcionários e decretou para o dia seguinte o corte do atendimento de ambulatório, o que não é obrigação do hospital e sim das Unidades Básicas de Saúde, segundo a prefeitura todas tem médicos e as especialidades médicas estão sendo implantadas, o que totalizará cerca de 15 especialistas.

 

Após isso, textos sem assinatura começaram a aparecer nas redes sociais, afirmando que o corte do governo do estado para ao hospital, teria sido motivado pelo prefeito. Ao tomar conhecimento, o gestor afirmou não ter relação com o governo Rui Costa (PT) e desafiou o estado, dizendo que se fechassem o hospital, ele reabriria.

Na segunda-feira (12), uma reunião foi realizada na SESAB, no encontro estavam, Carlinhos do PT, ex-prefeito, Arnaldo Silva presidente do SINDVALE, Néia do PSD, ex-vereadora, Gil do PT, vereador, Jorge Solla do PT, deputado, D. Célia presidente da APMIM, Fabiano, diretor do hospital e outros, após o encontro com Fabio Villas Boas, secretário de saúde do estado, ficou decidido que o hospital passaria a realizar 100 cirurgia eletiva por mês, na terça-feira (13), o deputado petista foi a Brasília e disse na câmara dos deputados que enquanto o governo do estado ajudava o hospital o prefeito atrapalhava. Após isso, o prefeito emitiu nota nesta quarta-feira (14), rebatendo o deputado e o desafiando a provar as acuações.

 

Em ano eleitoral é comum o HCCR passar por dificuldades para que depois alguém assuma a responsabilidade de intermediar o diálogo com o estado, o repassasse de pactuação com a SESAB girava em torno de R$ 330 mil, o valor exato do novo contrato é desconhecido. Para que o estado ponha dinheiro na unidade é necessário que metas sejam alcançadas.

 

Nos últimos anos o HCCR transformou-se numa “caixa preta” onde a população não tem conhecimento de como os recursos são gastos, constantemente a unidade passa por dificuldades, a exemplo dos funcionários que volta e meia ficam com os salários atrasados, o 13º de 2016 foi parcelado e em janeiro deste ano ainda não tinha sido totalmente quitado. As instalações necessitam de reforma há muitos anos, bem como a aquisição de equipamentos, necessitando a população promover eventos para adquiri-los, . Sem contar nas denúncias que acontecem com frequência.

Foto: Secom

Recentemente a Imprensa Santoanoniense tentou conversar com a presidente da APMIM para falar sobre os problemas do Hospital, mas foram mal tratados, sendo inclusive, ameaços de processo, pois segundo Célia, nada estava errado, e que o hospital não tinha atrasos, a mandatária do hospital chegou a dizer que não tinha obrigação de fornecer informações a população através da imprensa.

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Diante dos fatos, espera-se que a presidente da APMIM torne pública, as contas do hospital, sendo necessário mostrar ao povo, receitas e despesas, bem como a comissão de saúde da câmara e conselho de saúde acompanhar as finanças da casa e fiscalizar a situação.

 

Foto: SECOM