Mutuípe sofre surto de conjuntivite, saiba como se prevenir

Conjuntivite é de fácil tratamento e recuperação.


Foto: Braslab

Mutuípe tem vivido um surto de conjuntivite, nas últimas semanas diversas pessoas foram diagnosticadas com a doença. Segundo técnicos em oftalmologia, é comum surtos da doença nos meses de fevereiro e março no nordeste brasileiro.

A doença consiste na infecção da conjuntiva, membrana transparente que cobre o globo ocular e a parte interna da pálpebra, por meio de um vírus, bactéria ou fungo.

Quais são os sintomas ?

Coceira, olhos vermelhos e lacrimejantes, com sensação de areia ou ciscos, secreção amarelada (quando causada por uma bactéria) ou esbranquiçada (quando causada por vírus), pálpebras inchadas e grudadas ao acordar e também visão borrada. A doença pode acometer um ou ambos os olhos de uma semana a 15 dias.

 

Quem sentir algum desses indícios deve evitar tocar no olho, manter as mãos sempre limpas e utilizar somente lenços descartáveis, ao invés dos de pano a fim de evitar outros organismos nocivos de entrarem em contato com o olho. A doença viral pode deixar a membrana conjuntiva mais suscetível a infecções bacterianas e fúngicas, que agravam o caso.

Como a doença é altamente contagiosa, é necessário cuidados para se prevenir contra o vírus: evitar lugares com muitas pessoas, não compartilhar fronha, colcha de cama, toalhas e óculos com pessoas doentes, higienizar as mãos com álcool em gel ou com água e sabão sempre que sair de transportes coletivos, academias e piscinas compartilhadas.

No caso da conjuntivite viral, não existe tratamento específico. A médica Cristina Dantas recomenda o uso de compressas frias ou geladas e aplicação de colírio lubrificante gelado várias vezes por dia para aliviar.

Para a bacteriana, o tratamento é com colírio antibiótico. É recomendado lavar os olhos e fazer compressas de água gelada, filtrada e fervida, ou soro fisiológico. Nos casos mais graves, a córnea pode ser perfurada.

A conjuntivite alérgica é tratada com colírio antialérgico. No caso das crianças, a médica alerta para necessidade do tratamento, pois as chances de uma úlcera ou ferida na córnea são maiores.

Sempre procure um oftalmologista para o diagnóstico correto.