Governo do Estado reduz repasses ao Hospital de Mutuípe

Corte feito pela SESAB fica em torno de 35%, hospital vai suspender atendimentos de ambulatório e promoverá demissões de médicos e funcionários.


A presidente da APMIM – Associação de Proteção a Maternidade e a Infância de Mutuípe, D. Clélia Freitas, anunciou na tribuna livre da Câmara de Vereadores, o corte de repasses por meio da SESAB, para o Hospital de Mutuípe.

Segundo Freitas, o repassasse de pactuação com a SESAB girava em torno de R$ 330 mil, mas na sexta-feira (2), um novo contrato teve que ser celebrado com uma redução de aproximadamente R$ 108 mil, ficando o contrato no valor de pouco mais de R$ 200 mil.

A presidente da entidade anunciou também que diante da redução no valor, o Hospital se vê obrigado a finalizar o atendimento de ambulatório, demitir médicos e até funcionários, realidade que já deve ser percebida nesta terça-feira (06).

Diante dos fatos os vereadores se comprometeram na tentativa de reverter a situação, o vereador Júnior Cardoso (DEM), propôs convocar o secretário de saúde de Mutuípe e D. Célia, para uma reunião no prazo de dez dias, bem como uma audiência pública na assembleia Legislativa da Bahia com deputados votados e que já estão buscando votos na cidade.

O vereador Índio Josafá, líder do governo da casa, questionou do estado, se o corte teria relação com a derrota nas urnas do governo petista de Carlinhos em 2016, ou se era para arrecadar dinheiro para o caixa 2 das campanhas eleitorais vindouras.

“Vejo com preocupação, esse corte de mais de um milhão de reais, que o governador Rui Costa fez no contrato do Hospital de Mutuípe. Quando soube da notícia imediatamente conversei com o secretário de saúde e pedir para ele procurar dona Celia e se solidarizar. Enquanto prefeito, estou fazendo além das minhas responsabilidades com a saúde do município, pois Mutuípe se caracteriza como um município de gestão estadual dos recursos da média complexidade. Mesmo assim, sexta-feira, iniciaremos conforme programado o atendimento médico especializado na Policlínica Municipal, além disso, todas as nossas Unidades de Saúde estão com médicos. Sendo que duas delas têm dois médicos atendendo. Já realizamos mais de 6 (seis) mil ultrassons e o Laboratório Municipal tem atendido dezenas de pessoas diariamente. Espero, realmente, que essa medida do Governo do Estado, não seja uma retaliação ao povo de Mutuípe. Não encontro explicação para tamanha perversidade do governador. Além do déficit na assistência, essa medida vai desempregar pais e mães de família. Registro o meu protesto!” Disse o prefeito de Mutuípe, Rodrigo Maicon de Santana Andrade.

Em 2015 o Hospital Clélia Chaves Rebouças passou por situação semelhante, na época o secretário Fabio Villas Boas, mostrou desconhecer a realidade do hospital, mas após audiência pública e reuniões, acabou por firmar o convênio no valor de 330 mil.