Exclusivo: vereador denuncia sistema eleitoral


Em conversa com nossa equipe de reportagens, o vereador Eliomar do município de Ubaíra fez duras críticas ao que denominou “moldes operandi” do sistema judiciário brasileiro em especial a postura da justiça eleitoral no que diz respeito ao combate a corrupção e compra de votos.

 

Veja a seguir trechos da conversa com o parlamentar que está em seu segundo mandato: “ É uma brincadeira o comportamento da justiça eleitoral brasileira, municípios pequenos como Ubaíra é quase impossível se vencer uma eleição para vereador com menos de 50 mil reais, a estimativa, é 100 mil para o sujeito se garantir, mas, ironicamente a justiça eleitoral estabelece que só podemos gastar no máximo 20 mil, sou seja, legalmente só pode gastar 20 mil, o que fatalmente inviabilizaria uma eleição de vereador no atual sistema político”. Declarou ele.

 

O vereador chama atenção para o elevado custa das campanhas e diz que a raiz da corrupção na política está diretamente relacionada a este enorme gasto para se eleger, tanto vereador, quanto prefeito “É um absurdo, o gasto na campanha é um absurdo, o dinheiro tem sido determinante, não se olha a qualidade técnica do candidato, mas sim seu potencial econômico, com isso a corrupção fica infreável”.

 

Para o vereador a justiça eleitoral poderia ajudar melhorar as campanhas eleitorais: “A justiça eleitoral poderia muito bem ajudar melhorar a qualidade do voto, a qualidade dos políticos e dos processos eleitorais, é preciso tipificar a barganha do voto, é preciso prender quem se envolver neste ato de compra e vender votos, só assim poderíamos sonhar com um sistema político menos corrupto, a Lava-Jato não resolve nada, pois está atacando por cima, aparando as folhas de uma árvore que não para de crescer, é preciso atacar na raiz, a raiz do problema está nas campanhas eleitorais”, questionado sobre seu gasto na última campanha o vereador respondeu que gastou apenas o que a lei permitiu “fiz das tripas coração, cumprir a legislação na integra, da forma que todos os políticos brasileiros fizeram, quem fez diferente não foi diplomado, isso que é o problema, estão valorizando muito a formalidade e esquecendo da materialidade”. Finalizou Eliomar.